Governo lamenta críticas sobre porto de Ponta Delgada

Governo lamenta críticas sobre porto de Ponta Delgada

 

Lusa/AO online   Regional   16 de Dez de 2015, 17:29

O Governo Regional dos Açores lamentou as críticas feitas ao porto de Ponta Delgada, cujo cabeço do molhe foi danificado na segunda-feira devido ao mau tempo que assolou o arquipélago.

"É de todo lamentável a postura de alguns protagonistas da nossa praça que, baseados nas opiniões, têm sobre aquilo que deve ser ou deixar de ser o porto de Ponta Delgada", afirmou o secretário regional do Turismo e Transportes, classificando de "atitude lamentável, sem vergonha e sem escrúpulos" a tentativa de aproveitar uma intempérie natural para "angariar mais razões" para as respetivas opiniões.

As declarações de Vítor Fraga foram feitas aos jornalistas, após uma reunião em Ponta Delgada com a administração da empresa pública que gere os portos nos Açores, para fazer um ponto de situação sobre os estragos causados em várias infraestruturas portuárias nas ilhas de São Miguel, Santa Maria, Terceira e Pico na segunda-feira.

Apesar de o capitão do porto de Ponta Delgada, Cruz Martins, ter dito na terça-feira que "estão asseguradas as condições de segurança" para a continuação da utilização do porto de Ponta Delgada, o presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, Mário Fortuna, defendeu obras de remodelação no porto da maior cidade dos Açores, receando que, "se houver uma nova tempestade, os danos comprometam definitivamente a operacionalidade" da infraestrutura portuária, que já está "obsoleta e decrépita".

Alegando que a reação do executivo regional não se dirige unicamente a Mário Fortuna, o governante vincou que "todos somos livres de ter opinião", mas "também há que ter consciência", acrescentando que o porto de Ponta Delgada movimenta atualmente menos 550 mil toneladas do que movimentava em 2007, ano em que registou a sua maior atividade.

"Ponta Delgada necessita de um novo porto? Os números falam por si", disse Vítor Fraga.

Segundo o governante açoriano, a avaliação dos custos associados aos danos causados pelo mau tempo "não se consegue fazer no imediato", dado que é necessário fazer um levantamento de peritagens tanto em terra como no mar para "se ter uma perfeita consciência do que é que está aqui envolvido", sendo que o porto de Ponta Delgada é o que "desperta maior cuidado".

A empresa pública que gere os portos nos Açores informou, em comunicado, na segunda-feira, que diversos portos do arquipélago sofreram "intensos galgamentos pelo mar muito alteroso que se fez sentir" e, pelo diagnóstico que foi efetuado, a situação mais gravosa foi no porto de Ponta Delgada, com "danos junto à cabeça do molhe, onde ocorreu o derrube de parte do muro cortina".

"Havia já zonas que tínhamos como necessidade de intervenção. Os danos agora provocados são numa zona em que não estava prevista qualquer intervenção", revelou Vítor Fraga, acrescentando que, por agora, é prematuro quantificar e calendarizar as intervenções que devem ser efetuadas.

O Plano e Orçamento dos Açores para 2016, aprovado no parlamento regional em novembro, contempla investimentos de 666 mil euros no porto de Ponta Delgada.


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