Governo garante defesa da economia regional na greve dos estivadores

Governo garante defesa da economia regional na greve dos estivadores

 

Lusa/AO online   Regional   21 de Mai de 2016, 14:37

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, garantiu a defesa dos interesses da economia da região na sequência da greve dos estivadores e admite a requisição civil se não forem cumpridos os serviços mínimos.

 

“O Governo (Regional) mantém hoje a mesma postura de defesa dos interesses da economia dos Açores que manteve há dois anos”, por ocasião de outra paralisação dos estivadores, afirmou o socialista Vasco Cordeiro.

O chefe do executivo destacou, contudo, “uma diferença fundamental”.

“Há dois anos, com o então Governo da República [de coligação PSD/CDS-PP], aquilo que foi conseguido na fixação dos serviços mínimos foi um navio de cinco em cinco dias, hoje com o atual Governo [PS] conseguimos o dobro”, declarou Vasco Cordeiro, sublinhando que agora a região tem “dois navios de cinco em cinco dias”.

Reconhecendo que a greve “não é uma circunstância que esteja isenta de perturbações”, o presidente do Governo Regional reiterou que o executivo, como antes, está “atuante” na defesa dos interesses da economia dos Açores.

Vasco Cordeiro salientou, ainda, que, desde que foi anunciada a greve, o executivo regional, sobretudo através das secretarias do Turismo e Transportes, e da Agricultura e Ambiente, tem “mantido um contacto quase diário com diversos intervenientes nesta matéria”, onde se inclui a Câmara de Comércio e Indústria dos Açores, a federação e associações agrícolas, cooperativas ou armadores, para “aferir a cada momento se as medidas” tomadas vão ao encontro das necessidades.

O chefe do executivo defendeu que é importante o cumprimento dos serviços mínimos fixados, “fruto também da intervenção” do executivo açoriano, advertindo que, caso tal não suceda, “o Governo Regional é o primeiro a dar o passo seguinte” na defesa da economia dos Açores, a requisição civil.

“Compreendemos e respeitamos o exercício do direito à greve, mas também compreendemos e estamos ao lado dos interesses da economia dos Açores na defesa, dentro desse quadro excecional, de soluções que possam minimizar, que possam conduzir a que ultrapassemos essa situação com a menor perturbação possível”, acrescentou.

Vasco Cordeiro esclareceu que a questão da requisição civil não é de vontade, mas de lei, que fixa os termos em que pode ser declarada, o que só pode acontecer quando “não sejam cumpridos os serviços mínimos”.

Na sexta-feira, o CDS-PP/Açores disse que o Governo Regional é "subserviente" ao executivo nacional na greve dos estivadores, acusando-o de, “ao contrário do que fez no passado”, ter preferido “tomar partido na defesa do Governo de António Costa na República".

No passado dia 28 de abril, o Sindicato dos Estivadores emitiu um novo pré-aviso de greve para o porto de Lisboa, com incidência nos portos de Setúbal e da Figueira da Foz, que prolongou a paralisação até ao dia 27 de maio.

No mesmo dia, o Governo fixou serviços mínimos para os portos de Portugal, visando assegurar a "satisfação de necessidades sociais básicas e impreteríveis".

Já a 12 de maio foi anunciado o prolongamento da greve até 16 de junho.

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