Governo dos Açores vai monitorizar novas áreas marinhas protegidas

Governo dos Açores vai monitorizar novas áreas marinhas protegidas

 

Lusa/AO Online   Regional   29 de Jul de 2016, 08:18

O Governo dos Açores vai monitorizar três novas áreas marinhas protegidas, recém-criadas na Região, o Monte da Guia, na ilha do Faial, e os ilhéus da Madalena e a Baixa da Barca, na ilha do Pico.

A proposta partiu das próprias associações de pescadores, que assinaram hoje, na cidade da Horta, Faial, um protocolo com o executivo açoriano para a proteção destas áreas, onde passa a estar interdita a pesca comercial e a pesca lúdica.

"Achámos que essa solicitação das associações de pesca fazia todo o sentido, por isso, transportámos para a Portaria a obrigatoriedade de fazer a monitorização e de produzir um relatório anual com o estado dos recursos com interesse para a pesca", explicou, na ocasião, Filipe Porteiro, diretor regional do Mar.

O trabalho científico de monitorização dos recursos marinhos a desenvolver nestas novas áreas protegidas, será feito pelo Instituto do Mar (IMAR).

Helder Silva, diretor do IMAR, entende que esta iniciativa é um contributo à proteção dos recursos da pesca, de uma forma particular, e à natureza, de uma forma geral.

Para José António Fernandes, da Associação de Armadores de Pesca Artesanal do Pico, estas novas três áreas marinhas protegidas devem ser devidamente fiscalizadas, para que não se verifiquem abusos.

"Espero bem que estas áreas protegidas tenham vigilância suficiente para que, ficando interdita à pesca profissional, não haja algumas pessoas que tentem usar o espaço de uma forma indevida", alertou.

Já Jorge Gonçalves, presidente da Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores (APEDA), chamou a atenção para a necessidade de se avaliar, no futuro, se estas medidas de proteção tiveram ou não efeito desejado.

"Os passos seguintes não são menos importantes do que este. Verificarmos se o trabalho a executar foi bem executado, se o resultado é o que pretendemos, e se nos indicará que estamos no caminho certo", advertiu aquele dirigente.

O secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Fausto Brito e Abreu, realçou, por outro lado, o consenso existente entre os vários intervenientes do setor, em torno destas medidas de proteção.

"A pesca profissional só tem a ganhar! No fundo, o que estamos a fazer é a colocar mais peixe no mar. É bom para a pesca profissional, é bom para a pesca lúdica, e é importante para a ciência, que tem uma área que pode agora estudar", realçou o governante.

O relatório anual que será posteriormente elaborado, sobre o estado dos recursos piscícolas nestas áreas marinhas protegidas, será divulgado não apenas às associações de pesca, mas também ao público em geral.

 

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