Governo dos Açores satisfeito com serviços mínimos para greve dos estivadores

Governo dos Açores satisfeito com serviços mínimos para greve dos estivadores

 

Lusa/AO Online   Regional   29 de Abr de 2016, 06:59

O Governo Regional dos Açores expressou satisfação com a definição de serviços mínimos no período de greve dos estivadores, medida que tinha solicitado há duas semanas.

 

“O Governo dos Açores congratula-se pelo facto de os serviços mínimos agora estipulados irem ao encontro, na sua totalidade, da solicitação efetuada atempadamente pelo executivo ao Ministério do Mar para a definição do tipo de serviços mínimos que seriam necessários para os Açores”, refere uma nota de imprensa do executivo açoriano.

Segundo a mesma informação, esta situação “dá nota do salutar entendimento e do trabalho conjunto desenvolvido” entre os executivos regional e nacional “na defesa dos interesses comuns”.

O Governo decidiu hoje fixar serviços mínimos para os portos de Portugal, na sequência de um pré-aviso de greve do Sindicato dos Estivadores, que se prolonga até ao dia 27 de maio.

Segundo o comunicado, os serviços mínimos são decretados para a movimentação de cargas destinadas às regiões autónomas dos Açores e da Madeira e para as operações de carga ou descarga de mercadorias deterioráveis e de matérias-primas para alimentação.

O Sindicato dos Estivadores emitiu hoje um novo pré-aviso de greve para o porto de Lisboa, com incidência nos portos de Setúbal e da Figueira da Foz, que prolonga a paralisação até ao dia 27 de maio.

A greve tem sido prolongada através de sucessivos pré-avisos devido à falta de entendimento entre estivadores e operadores portuários sobre o novo contrato coletivo de trabalho.

À Lusa, o secretário do Turismo e Transportes dos Açores, Vítor Fraga, adiantou que o executivo regional pediu a 14 de abril ao Governo da República que a situação relativa à greve dos estivadores “fosse resolvida pelo decretar de serviços mínimos”.

Vítor Fraga destacou que os portos são “a principal porta de entrada de carga para as nove ilhas do arquipélago”, pelo que é “fundamental garantir um serviço sem interrupções”.

“Neste momento já existem contentores retidos em Lisboa”, declarou, adiantando que “houve um esforço por parte dos armadores, deslocando-os para o porto de Leixões”, mas tal acarreta custos para as empresas.

De acordo com a nota de imprensa do Governo dos Açores, “os serviços mínimos agora definidos preveem que os trabalhadores que adiram à greve assegurem a movimentação da carga de dois navios, de cinco em cinco dias, destinados aos Açores e ainda a movimentação de cargas destinadas à região que constituam produtos de abastecimento de géneros alimentícios, produtos deterioráveis e peças sobressalentes para equipamentos de primeira necessidade (centrais elétricas públicas e grupos de bombagem para captação de água para a rede pública), caso, uns e outros, careçam indispensavelmente de ser objeto de carga no período de greve”.

Para Vítor Fraga, esta situação “corresponde praticamente no essencial àquilo que se passa atualmente e responde às necessidades da região”.

 


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