Governo dos Açores promete solução para açucareira Sinaga em seis meses

Governo dos Açores promete solução para açucareira Sinaga em seis meses

 

Lusa/AO Online   Regional   18 de Nov de 2016, 16:55

O secretário regional da Agricultura e Florestas dos Açores, João Ponte, afirmou hoje que uma solução sobre a empresa açucareira Sinaga, na ilha de São Miguel, deverá ser conhecida dentro de seis meses.

 

“O Governo dos Açores está determinado em, num prazo razoável - e estimo que em seis meses -, ter definida uma solução para a Sinaga, uma solução que deverá ser devidamente trabalhada com os parceiros neste processo”, afirmou João Ponte, no parlamento regional, na Horta, ilha do Faial.

O governante respondia ao deputado comunista, João Paulo Corvelo, que suscitou a situação da empresa, no decurso do debate da proposta do Programa do Governo Regional liderado pelo socialista Vasco Cordeiro.

“Manter a situação atual não é sustentável nem é possível”, considerou o governante, referindo que o executivo está “pronto e disponível para ser parte da solução” do futuro da empresa.

Para o governante, “havendo sustentabilidade desse futuro, o mesmo não pode ficar assente apenas na componente pública”.

“Se a Sinaga garante o importante objetivo de diversificação agrícola, entendemos que a componente produtiva, através das suas instituições representativas, deve ser chamada a definir e a ser parte na execução desta solução”, adiantou.

Em junho, o anterior responsável pela pasta da Agricultura, Neto Viveiros, anunciou que estava a ser avaliada a possibilidade de construção de uma nova fábrica para a Sinaga, alegando que a atual era antiga e tinha uma capacidade de produção de beterraba desajustada da atualidade.

A empresa, adquirida pelo Governo Regional há seis anos, tem um passivo de 22 milhões de euros, sendo que os ativos são da ordem dos 20 milhões de euros.

Um plano apresentado à administração da Sinaga, em abril, indicava que a fábrica necessitava de uma injeção de três milhões de euros, para resolver problemas de tesouraria, que poderiam gerar prejuízos de 16 milhões de euros nos próximos três anos.

Na discussão na Assembleia Legislativa Regional, o deputado do PSD António Pedroso alertou para a existência de um ‘stock’ de mil toneladas de queijo de São Jorge em armazém, “com dificuldades em escoamento”, realçando que a situação "anómala" preocupa os agricultores que “esperam do Governo políticas que tenham em atenção" o problema que "poderá afetar gravemente a economia já frágil" da ilha.

Também Catarina Cabeceiras, do CDS-PP, alertou para esta situação, referindo haver "1.365 toneladas de queijo armazenadas" em São Jorge, sem que as cooperativas consigam escoar o produto.

"Quais as soluções concretas e urgentes que estão pensadas para ultrapassar este problema?", perguntou a parlamentar centrista ao secretário regional da Agricultura e Florestas.

João Ponte respondeu que acompanha a situação e, “quando for necessário e se for necessário, o Governo Regional dirá presente e apoiará naquilo que for possível apoiar, no sentido da valorização de um produto que é também imagem dos Açores”.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.