Governo dos Açores considera redução da quota de pesca do goraz "mal menor"

Governo dos Açores considera redução da quota de pesca do goraz "mal menor"

 

Lusa/AO Online   Regional   11 de Nov de 2014, 15:28

O Governo dos Açores considerou hoje um "mal menor" a redução para 25% da quota de pesca do goraz, acordada pelos ministros das pescas da União Europeia (UE), argumentando que em 2015 os pescadores da região não serão afetados.

“Fizemos tudo o que podíamos ter feito e o resultado está à vista. Houve um corte, mas os menos 25% é um mal menor”, afirmou o secretário açoriano do Mar, Ciência e Tecnologia, Fausto Brito e Abreu, em declarações à agência Lusa.

Na sequência do acordo alcançado na segunda-feira à noite em Bruxelas, os totais admissíveis de captura (TAC) para espécies de profundidade como o goraz levam um corte de 51% (contra uma proposta de menos 62% avançada pela Comissão Europeia) nas águas continentais portuguesas e de 25% (menos 34% na proposta inicial) nas das regiões autónomas.

Os Açores pretendiam que o corte em relação ao goraz não ultrapasse os 10% nas quotas para 2015 e 2016, dada a importância desta espécie no arquipélago.

Segundo disse o governante açoriano, a decisão agora tomada tem carater definitivo e vigorará entre 2015 e 2016.

No entanto, Fausto Brito e Abreu estimou que a redução da quota de goraz das atuais 900 toneladas para as 678 toneladas em 2015 não tenha grande impacto na economia dos pescadores açorianos, dado que o limite máximo de captura não tem sido atingido nos últimos anos.

“Temos pescado nos Açores um valor entre as 500 e as 600 toneladas, por isso, esse corte na quota dá-nos algum espaço. No ano de 2015 os pescadores não devem ser afetados. Não se vai sentir nenhum efeito negativo na economia”, afirmou Fausto Brito e Abreu.

Quanto a 2016, referiu que a quota será reduzida para as 508 toneladas, admitindo que nesse ano o limite definido possa ser atingido.

“Até lá, vamos continuar a trabalhar na monitorização e diplomacia junto de Bruxelas para fazer valer a nossa argumentação”, disse.

Relativamente ao imperador, Fausto Brito e Abreu congratulou-se com o facto da União Europeia não ter cortado a quota atribuída a essa espécie na região, revelando ter sido sensível à pressão feita pelas autoridades regionais e nacionais.

O acordo político para as capturas de espécies de águas profundas foi alcançado na segunda-feira à noite, num Conselho de Ministros das Pescas da UE em que Portugal esteve representado pelo secretário de Estado dos Assuntos Marítimos, Manuel Pinto de Abreu.

As propostas de Bruxelas são apresentadas com base em pareceres científicos sobre os estados dos 'stocks' das espécies em causa nas diferentes zonas de pesca.


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