Governo diz que já investiu 40ME em programa para desempregados sem subsídio

Governo diz que já investiu 40ME em programa para desempregados sem subsídio

 

Lusa/AO online   Regional   18 de Fev de 2015, 17:08

O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, salientou hoje que o executivo açoriano já investiu 40 milhões de euros num programa de combate ao desemprego para quem já não tem direito a subsídio.

"Só no programa Recuperar, ao longo das suas sucessivas edições, nós já investimos qualquer coisa como cerca de 40 milhões de euros", frisou, numa apresentação do programa a desempregados admitidos na ilha Terceira, onde serão abrangidas mais de 600 pessoas este ano.

O programa Recuperar destina-se a desempregados inscritos nos centros de emprego há pelo menos quatro meses e que já não tenham acesso ao subsídio de desemprego ou jovens até aos 29 anos sem ocupação que se inscrevam no portal Garantia Jovem.

Perante uma plateia de centenas de desempregados, em Angra do Heroísmo, Vasco Cordeiro salientou que o programa Recuperar "não é a atribuição de um subsídio", mas uma "parceria" entre o Governo Regional e quem integra este programa.

"É uma forma de dignificar e de valorizar todo este processo de fomento de empregabilidade, de valorizar e de dignificar aquilo que numa fase, porventura, mais desafiante e mais complicada da vida de cada um nós, entendemos que deve ser feito", frisou, acrescentando que desta forma os desempregados podem sentir-se "úteis" e "contribuir para o desenvolvimento da sua terra".

Na semana passada, na Assembleia Legislativa dos Açores, o deputado do PCP, Aníbal Pires, acusou o executivo açoriano de utilizar os "programas ocupacionais" no arquipélago para "disfarçar" os números do desemprego na região, o que considerou uma "medonha exploração do trabalho alheio", que já atinge quase "cinco milhares de açorianos".

Vasco Cordeiro destacou ainda a diferença entre quem está em situação de desemprego de longa duração nos Açores e no continente.

"Temos uma autonomia que funciona em benefício dos açorianos, porque se fosse para aplicar pura e simplesmente as regras nacionais, aquilo que teríamos seria esses 2.500 açorianos desempregados, sem subsídio de desemprego, sem qualquer rendimento, sem qualquer forma de acudir ao seu sustento e ao sustento das suas famílias", frisou.

O presidente do executivo açoriano realçou ainda outros programas de combate ao desemprego existentes na região, como os Estagiar L, T e U, por onde já passaram mais de 3.500 jovens, o Programa de Incentivo à Inserção do Estagiar (PIIE), que já integrou 300 jovens, o Programa Social de Ocupação de Adultos (PROSA), em que já foram incluídas 4.500 pessoas e o programa Integra, que já acolheu 600 pessoas.

Em 2014, o programa Recuperar abrangeu 1.500 desempregados nos Açores e este ano o número aumentou para 2.500, sendo que existem cerca de três mil pessoas inscritas nos centros de emprego do arquipélago sem acesso a subsídio.

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