Governo admite constrangimentos na operação civil na base das Lajes

Governo admite constrangimentos na operação civil na base das Lajes

 

Lusa/AO online   Regional   16 de Fev de 2016, 14:00

O secretário regional dos Transportes dos Açores admitiu a existência de "constrangimentos" à operação civil na base das Lajes e disse que o problema só se resolve com a assinatura de um protocolo com a Força Aérea.

 

"A chave para a resolução de todo este problema passa por haver um protocolo efetivo de utilização civil da base das Lajes", na ilha Terceira, explicou o governante, acrescentando que isso depende, no entanto, do Ministério da Defesa Nacional e da Força Aérea.

O governante falava na Assembleia Legislativa dos Açores, na Horta, ilha do Faial, durante uma sessão de perguntas, da autoria do CDS-PP, que acusou o comandante português na base das Lajes de "teimosia e prepotência".

"Não podemos é tolerar abusos e o senhor comandante e a Força Aérea Portuguesa abusam da nossa bondade e isso chama-se teimosia e prepotência, e o senhor tem de combater isso", apontou Artur Lima, dirigindo-se a Vítor Fraga.

O deputado centrista deu alguns exemplos dos constrangimentos verificados na operação civil na base das Lajes, nomeadamente com aviões parados na pista à espera de espaço para estacionar e passageiros em trânsito obrigados a sair do avião, entre outras exigências.

Durante o debate parlamentar, Aníbal Pires, do PCP, quis saber quanto dinheiro pagou a região para que as operadoras aéreas de baixo custo operassem para os Açores, mas o secretário regional do Turismo e Transportes garantiu que "não pagou nada", nem pretende pagar.

"Não há nenhuma companhia no âmbito do novo modelo de acessibilidades, nomeadamente das rotas liberalizadas, que recebam dinheiro dos Açores para vir para a nossa região", insistiu o governante.

Depois de alguma insistência da oposição, Vítor Fraga acabou por admitir que a região assinou um protocolo de promoção turística com a Ryanair que não está diretamente ligado à operação que a transportadora faz para Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

"Existe um contrato estabelecido com a companhia Ryanair para uma campanha promocional no Reino Unido, para a promoção da rota de Londres para Ponta Delgada e é um contrato num montante, se não me engano, de 98 mil euros", explicou o secretário dos Transportes.

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