Governo açoriano diz que escola do Corvo terá salas suficientes até setembro

Governo açoriano diz que escola do Corvo terá salas suficientes até setembro

 

Lusa/AO Online   Regional   13 de Mar de 2015, 06:36

O secretário regional da Educação dos Açores garantiu hoje que a escola do Corvo terá obras este ano que criarão espaços de aula suficientes, mas para os partidos da oposição só a ampliação do edifício resolve o problema.

O parlamento dos Açores debateu hoje uma proposta do PPM que pedia ao Governo Regional para ampliar a escola do Corvo, considerando que passou a haver na ilha oferta de ensino secundário e, por isso, mais turmas, num momento em que o edifício já não tem salas suficientes para as atuais necessidades.

Segundo o deputado Paulo Estêvão, eleito pelo Corvo, a biblioteca da escola já é usada como sala de aula, bem como outros espaços inicialmente destinados a outras funções, como a sala de trabalho dos professores.

Paulo Estêvão lembrou ainda que a escola tem salas de aula muito pequenas, uma vez que já foi construída atendendo à dimensão da ilha, onde vivem 400 pessoas. Frequentam a escola cerca de 45 alunos e as turmas têm entre um e oito estudantes e as salas, feitas a pensar nestes números, não têm dimensão para ser divididas, afirmou.

O secretário regional da Educação, Avelino Meneses, assim como a maioria PS no parlamento açoriano, reconheceu a insuficiência de salas na escola do Corvo, mas os socialistas chumbaram a proposta do PPM, dizendo que já está em curso um projeto de reorganização do espaço da escola, não se justificando a ampliação.

A Escola Mouzinho da Silveira "carece de espaços letivos para a garantia do seu funcionamento em pleno", dado que no próximo ano letivo poderá ter alunos do primeiro ao 12.º ano, afirmou Avelino Meneses, que lembrou que, por causa disso, o PS introduziu no Plano e Orçamento dos Açores para 2015 uma verba para financiar obras com "tal finalidade".

Essas "obras indispensáveis serão executadas em 2015, antes da abertura do próximo ano letivo", acrescentou o governante, sublinhando que o projeto que está a ser feito "prevê a criação de novas salas através da recompartimentação de espaços, dada a pequena dimensão das turmas".

Avelino Meneses garantiu que os estudantes do Corvo "continuarão a beneficiar de condições de trabalho indispensáveis à obtenção do almejado sucesso escolar".

Todos os cinco partidos da oposição consideraram porém que dadas as características e a dimensão atual das salas de aula, só a ampliação do edifício da escola permite solucionar o problema, sob pena de os alunos do Corvo ficarem sem "condições de dignidade" mínimas, ao contrário do que acontece no resto do arquipélago.

Paulo Estêvão disse mesmo que se o executivo açoriano não ampliar a escola, vai vender uma casa de que é proprietário e doar o dinheiro à região, para que se faça a obra.

A recusa do Governo Regional em ampliar a escola do Corvo levou mesmo a deputada do PSD Judite Parreira a afirmar que "venceu a estupidez sobre a inteligência".

 

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