Gordon Brown assina Tratado de Lisboa sozinho no Museu dos Coches


 

Lusa/Ao online   Nacional   13 de Dez de 2007, 09:48

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, vai hoje assinar sozinho o Tratado europeu de Lisboa, no Museu dos Coches, após o almoço dos líderes da UE com o Presidente da República, Cavaco Silva, disse à Lusa fonte diplomática.
O chefe do governo britânico renunciou assistir à cerimónia oficial de assinatura do Tratado de Lisboa, para poder responder hoje de manhã no parlamento britânico às questões do comité de ligação da Câmara dos Comuns, que congrega os responsáveis dos comités parlamentares e o interroga a cada seis meses.

    A ausência de Brown da cerimónia de assinatura foi criticada pela imprensa britânica, que o acusou de ceder à pressão dos eurocépticos do Reino Unido. No entanto, Brown prevê chegar a Lisboa a tempo de almoçar com os seus homólogos europeus no Museu dos Coches e assinar no mesmo local o Tratado Reformador da UE.

    Em declarações ao diário britânico Times, Gordon Brown disse esperar que a assinatura do Tratado de Lisboa permita pôr de lado o "debate institucional" que se arrasta na UE há já alguns anos.

    Disse ainda que desejava dizer ao público que, no futuro, "a atenção da Europa se vai concentrar na economia, segurança, comércio, reforma económica, aquecimento climático e não sobre o debate institucional".

    O primeiro-ministro britânico qualificou de "falsas" as afirmações segundo as quais o seu fraco entusiasmo pela Europa o teria marginalizado em Bruxelas.

    "Creio que verão que conduziremos o debate sobre a Europa", garantiu.

    O Tratado de Lisboa é muito controverso na Grã-Bretanha, onde os seus críticos o consideram uma réplica exacta do projecto de Constituição Europeia, que foi reprovado em 2005 em referendos por franceses e holandeses.

    Os eurocépticos pediram a Brown para organizar um referendo sobre o novo Tratado, mas o chefe do governo recusou-se a fazê-lo, argumentando que não se tratava de uma constituição e que Londres tinha obtido as derrogações com o respeito pelas suas "linhas vermelhas" no texto final.
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