Sociedade

Garrafas com mensagens sobre direitos das mulheres serão lançadas ao mar nos Açores

Garrafas com mensagens sobre direitos das mulheres serão lançadas ao mar nos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   8 de Dez de 2012, 13:28

Várias garrafas contendo mensagens a sensibilizar a sociedade para os direitos das mulheres vão ser lançadas ao mar, segunda-feira, em vários locais da ilha Terceira, nos Açores, no âmbito de uma iniciativa internacional.

Clarisse Canha, da Associação para a Igualdade e Direitos das Mulheres (UMAR) nos Açores, adiantou à Lusa que aquela iniciativa está integrada na ação "24 horas à volta do mundo pelos direitos das mulheres, focando de forma especial os direitos sexuais e reprodutivos", organizada pela Marcha Mundial das Mulheres "nos diferentes fusos horários em todo o mundo, entre as 12:00 e as 13:00". "Temos consciência de que com a crise existe uma tendência de retrocesso nos direitos das mulheres, que são também afetadas do ponto de vista económico nas exigências da vida, daí a pertinência em assinalar este dia", realçou Clarisse Canha. Além das mensagens lançadas ao mar, em vários locais da Terceira, as iniciativas vão estender-se também à ilha de S.Miguel, onde a população poderá assistir a uma representação teatral, com várias voluntárias, nas Portas do Mar, na cidade de Ponta Delgada, tendo como pano de fundo "a situação das mulheres em questões relacionadas com a saúde e direitos sexuais reprodutivos", adiantou Clarisse Canha. Na ilha do Faial, a distribuição de panfletos no centro da Horta assinala as 24 horas à volta do mundo pelos direitos das mulheres, uma iniciativa que, no caso do arquipelago, é coordenada pela UMAR/Açores e pela Associação para a Inclusão Social Novo Dia. Clarisse Canha destacou ainda "a adesão de várias associações" às iniciativas, frisando que se trata de uma forma de partilhar esta "corrente mundial" na segunda-feira, que é também o Dia Internacional dos Direitos Humanos. "Este dia assinala também a Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade, aprovada no V Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, a 10 de dezembro de 2004, no Ruanda, na qual se identificam as reivindicações das mulheres num apelo à Igualdade, Liberdade, Solidariedade, Justiça, Paz", acrescentou. Estas ações nos Açores integram-se também na campanha sobre o impacto da crise na vida das mulheres que foi lançada em diferentes países da União Europeia.


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