Futuro do Afeganistão discutido em Cabul com parceiros internacionais


 

Carmo Rodeia   Internacional   20 de Jul de 2010, 06:55

A Conferência Internacional de Cabul, descrita pelas autoridades como o início do processo de transição no Afeganistão, reúne hoje 40 ministros dos negócios estrangeiros para discutir o diálogo com o movimento talibã e os planos de ajuda económica ao país.

Mais de 70 representantes internacionais participam na reunião, incluindo a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.

Portugal estará representado na reunião pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga.

Na capital afegã foram adotadas medidas de segurança pouco comuns para evitar ataques de rebeldes talibãs como os que marcaram o início da 'jirga de paz' realizada em junho passado.

Os discursos inaugurais estão a cargo do presidente Hamid Karzai e do secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, num evento que conta também com a participação de instituições como o Banco Mundial e de dirigentes da NATO.

O governo declarou feriados os dias de segunda feira e de hoje e pediu aos cidadãos que evitem transitar pelo centro da cidade para garantir a segurança das delegações, indicou um porta-voz presidencial, Siamak Herawi.

O capítulo mais polémico da discussão na conferência será o "plano de paz" de Karzai, com o governo a prever gastar 784 milhões de dólares nos próximos cinco anos para integrar na sociedade cerca de 36 mil insurgentes.

Na reunião realizada no início do ano em Londres foram prometidos 140 milhões de dólares para um fundo de reinserção dirigido a rebeldes talibãs que deponham armas e não tenham qualquer relação com a rede terrorista Al-Qaida.

Os responsáveis afegãos devem apresentar as suas propostas para melhorar a governação, o desenvolvimento económico e social, a justiça, direitos humanos e a utilização da ajuda internacional.


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