François Hollande vai propor conferência sobre a segurança

François Hollande vai propor conferência sobre a segurança

 

Lusa/AO online   Internacional   20 de Ago de 2014, 11:53

O presidente francês, François Hollande disse que vai propor "em breve" uma conferência sobre a segurança no Iraque e a luta contra o Estado Islâmico (EI), considerando que a situação internacional é "a mais grave" desde 2001.

 

“Devemos considerar uma estratégia global contra este grupo que se estruturou, que dispõe de financiamentos importantes e de armas sofisticadas, e que ameaça países como o Iraque, a Síria ou o Líbano”, declarou o chefe de Estado francês ao jornal Le Monde, segundo o texto divulgado pela presidência.

“Assim vou propor em breve aos nossos parceiros uma conferência sobre a segurança no Iraque e a luta contra o Estado Islâmico”, adiantou Hollande.

E assinalou: “Enfrentamos não um movimento terrorista como a Al-Qaida, mas uma quase-Estado terrorista, o Estado Islâmico”.

Interrogado sobre uma suposta “falta de autoridade” do presidente norte-americano, Barack Obama, o chefe de Estado francês declarou: “Durante muito tempo queixámo-nos da superpotência norte-americana e do seu intervencionismo. Não estaríamos em posição para criticar a Barack Obama uma excessiva timidez”.

“Considero que a situação internacional é a mais grave que conhecemos desde 2001. O mundo deve ter isso em conta”, disse ainda.

A França anunciou na semana passada a distribuição de armas às forças curdas que combatem o EI no norte do Iraque.

Hollande afirmou ter garantido que a entrega de armas era feita “com o consentimento das autoridades em Bagdad” e que o armamento teria de ser utilizado “no âmbito da unidade iraquiana”.

O presidente francês considerou que a comunidade internacional tem “grande responsabilidade” no que está a acontecer na Síria, com as suas repercussões no Iraque.

“Se, há dois anos, tivéssemos agido para garantir uma transição, não teríamos Estado Islâmico. Se, há um ano, as grandes potências tivessem reagido ao uso de armas químicas, não teríamos esta escolha terrível entre um ditador e um grupo terrorista”, disse Hollande.

Segundo o chefe de Estado francês, os rebeldes “merecem todo o apoio”.


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