“Finanças públicas caminham rapidamente para a degradação”

“Finanças públicas caminham rapidamente para a degradação”

 

Lusa / AO online   Regional   2 de Out de 2011, 18:05

A líder do PSD/Açores, Berta Cabral, disse hoje, em Angra do Heroísmo, no encerramento do VI Congresso dos Trabalhadores Social-Democratas dos Açores (TSD/Açores), que “as finanças públicas caminham rapidamente para a degradação”.

“A dívida pública regional – que não quis especificar – é quase da ordem de grandeza do Produto Interno Bruto e, por isso, a degradação social começa a sentir-se no arquipélago”, acrescentou.

Para Berta Cabral “o regime autonómico enfrenta o desafio de continuar a demonstrar que é a melhor solução para resolver os problemas do emprego, finanças públicas, criação de riqueza e sustentação social”.

“A atualidade não é mero fruto das circunstâncias internacionais mas, também, o resultado das apostas erradas de muitos investimentos públicos e da debilidade de boa parte da iniciativa privada” sublinhou sobre a governação socialista.

Apontou a “criação de emprego” como a principal causa a abraçar pelos social-democratas açorianos para reduzir o desemprego dos atuais “9,7 por cento que implica a existência de 11.709 açorianos desempregados”.

Apresentando-se como alternativa defendeu “medidas sérias e eficazes” indicando “a celebração de contratos com as autarquias para ocupar desempregados que executem projetos nas áreas do ambiente, construção civil, obras públicas e apoio social”.

Defendeu, ainda, a criação de “incentivos fiscais para estimular a reabilitação das habitações e ajudas públicas para jovens com menos de 30 anos que iniciem uma atividade com grau de especialização e com componente tecnológica”.

Quanto ao setor agrícola reivindicou uma nova realidade que não seja “pagar para a reforma e para não trabalhar”.

“É preciso diversificar, produzir o que se consome substituindo as importações e criar emprego com projetos interessantes que podem fixar populações nas ilhas mais pequenas o que os governos regionais do PS não conseguiram”, disse.

Segundo Berta Cabral o plano do PSD é “apostar na agricultura de proximidade para fixar populações” acusando “o PS de não cuidar da agricultura de proximidade esvaziando-o com a consequência de existirem muitas áreas agrícolas abandonadas”.

Para o novo coordenador dos TSD/Açores, hoje eleito com 88 por cento dos votos, Joaquim Machado, é também “a luta contra o desemprego o principal desígnio contra o qual todos têm que se debater”.

“Ao infortúnio da crise internacional juntou-se a incompetência da governação socialista, que com a derrapagem do défice público geraram um estrondoso efeito de implosão no emprego”, referiu.

Joaquim Machado alerta para “evitar, com toda a firmeza, que sejam os trabalhadores e os pensionistas a suportar os maiores sacrifícios que são exigidos aos portugueses”.

Defendeu “a qualidade e rigor na escola, formação profissional e criação de condições para fixar recursos jovens qualificados nas ilhas mais pequenas”.

Joaquim Machado lembrou “que aos cortes nas gorduras do Estado e da Região” não deve corresponder apenas “a dispensa de trabalhadores e redução de salários”.


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