Festival Internacional de Palhaças leva "um sorriso” ao Alto Alentejo

Festival Internacional de Palhaças leva "um sorriso” ao Alto Alentejo

 

Lusa/AO online   Nacional   23 de Nov de 2017, 12:10

Cerca de 40 artistas de 10 países participam, a partir de sábado, na segunda edição do Bolina - Festival Internacional de Palhaças com o objetivo de levar “um sorriso” junto das populações mais desfavorecidas do Alto Alentejo.


Com a produção a cargo da Descalças Cooperativa Cultural, a iniciativa, a decorrer até ao dia 03 de dezembro, vai passar por Castelo de Vide, onde é apresentado o maior número de atividades, Portalegre, Elvas e Ponte de Sor.

“Esta segunda edição vai ter como epicentro Castelo de Vide, onde está agora instalada a sede desta produção e que é uma das zonas mais desertas em termos populacionais", disse hoje à agência Lusa a diretora artística do evento, Maria Simões, sublinhando que os promotores privilegiam o trabalho nas zonas mais desfavorecidas.

“As palhaças trabalham muito com as emoções. As emoções são a nossa ferramenta de trabalho e aquilo que vamos fazer é partilhar emoções e devolver a perspetiva que somos seres com mais humanidade do que às vezes nos fazem sentir em termos sociais”, acrescentou.

Composto por 14 espetáculos, 13 oficinas de formação e exposições de fotografia, o festival conta com a participação de cerca de 40 artistas, incluindo mais de 30 palhaças profissionais, de Portugal, Espanha, França, Áustria, Eslovénia, Estónia, Brasil, Uruguai, Chile e Argentina.

A iniciativa, que teve a sua primeira edição nos Açores e que pretende “provocar um sorriso”, vai passar com espetáculos e atividades por um castelo, duas igrejas, três teatros, ruas, dois mercados, um hospital, lares e centros de dia e também por algumas escolas.

Trata-se, segundo a organização, de um festival onde a intervenção social e solidária são “palavra forte” para as artistas envolvidas, que se deslocam ao distrito [de Portalegre] “menos populoso” de Portugal para colocar o “riso na boca” das suas gentes.

“Este é um festival de palhaças, porque, de facto, são só mulheres. As palhaças não são tão conhecidas quanto os palhaços e queremos marcar um pouco essa posição e dar visibilidade ao trabalho das artistas”, disse.

Uma parte das artistas envolvidas no festival “navega” diariamente com organizações não-governamentais, trabalhando como palhaças em hospitais, estabelecimentos prisionais, campos de refugiados ou zonas de guerra.

Marcado por uma componente solidária, as artistas que integram o Bolina - Festival Internacional de Palhaças vão ficar alojadas nas casas da população que acedeu à campanha “Uma palhaça em tua casa”, sendo que metade das refeições que vai ser servida resulta de donativos institucionais e de trocas de serviços.



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