Festival francês quer promover "ADN mediterrânico da moda" e a portuguesa Susana Bettencourt

Festival francês quer promover "ADN mediterrânico da moda" e a portuguesa Susana Bettencourt

 

Lusa / AO online   Regional   28 de Jan de 2017, 10:31

O Festival francês OPENMYMED, que começa em maio, em Marselha, quer promover o "ADN mediterrânico da moda" e vários 'designers' de moda, incluindo a portuguesa Susana Bettencourt, disse à Lusa o organizador do evento.

 

A Maison Méditerranéenne des Métiers de la Mode (MMMM) é a promotora do festival cujo principal objetivo é fazer conhecer os vencedores da 7.ª edição do concurso de moda OPENMYMED, entre os quais Susana Bettencourt.

"O Festival OPENMYMED é uma vitrina, a partir de Marselha, que pretende fazer descobrir ao mundo a identidade e o ADN mediterrânico da moda. Hoje há uma criação muito dinâmica nesta região, há muitos criadores, mas muitos têm dificuldade em se fazer ouvir. Nós queremos dar-lhes voz, fazer uma família e criar uma corrente mediterrânica da moda", explicou Mathieu Gammet, presidente da MMMM.

Durante o festival, "entre maio e finais de agosto", vão ser promovidos os vencedores do concurso OPENMYMED, vai haver ciclos de conferências e vão ser organizadas exposições de moda no Museu de Arte Contemporânea de Marselha, no Museu das Civilizações da Europa e do Mediterrâneo e no Salão Internacional de Arte Contemporânea.

O presidente da Maison Méditerranéenne des Métiers de la Mode sublinhou que "ainda que Portugal não esteja no Mediterrâneo, os laços entre Portugal e o Mediterrâneo são imensos" e que tem havido, anualmente, representantes portugueses no OPENMYMED.

Os resultados do concurso de moda, anunciados no 'site' da MMMM, a 18 de janeiro, distinguiram 20 nomes escolhidos pelo público, de uma pré-seleção de 40, da qual constava também o português Luís Carvalho.

"Houve 156 candidaturas de 19 países. A Susana Bettencourt foi uma das premiadas porque sentimos que existe potencial. Ela tem um percurso pessoal e um universo muito completo, experimenta coisas e isso interessa-nos muito. Somos uma associação que também tem mecenas privados como Dior, Chanel, Longchamp, Eres, que participam na seleção. Quando especialistas selecionam alguém como a Susana é porque há um real interesse pelo seu trabalho", justificou Mathieu Gammet.

Na sequência do concurso, os vencedores vão ser acompanhados, ao longo deste ano, e "apresentados a especialistas jurídicos, comerciais e de marketing" para "os fazer evoluir mais rapidamente do que se trabalhassem sozinhos".

"Este ano, vamos dar-lhes uma plataforma de marca e serão visíveis com um showroom virtual. No fundo, é um investimento de 30 mil euros por vencedor, mas não damos prémio em dinheiro porque estamos numa dinâmica de formação. Vamos pagar aos especialistas para formar os vencedores e dar-lhes a possibilidade de comunicar melhor, de estar presentes em salões", continuou.

Susana Bettencourt é natural de Lisboa, passou parte da infância e adolescência nos Açores, e viveu em Londres durante 10 anos, onde fez uma licenciatura na escola de artes Central Saint Martins e um mestrado na London College of Fashion.

A designer de moda aprendeu em criança técnicas de artes açorianas, como o croché, a renda de bilros, a malha de tricô, a escama de peixe e o bordado a ouro, que aplica nas peças que cria. As coleções de Susana Bettencourt já chamaram a atenção de artistas internacionais como Rita Ora, Alexander Burke e Lady Gaga.

"A Lady Gaga apareceu na minha coleção de mestrado, tinha acabado de sair da faculdade, fui destacada para apresentar no Victoria and Albert Museum e foi lá que a equipa dela viu o desfile e quis tirar algumas peças. Foram emprestadas peças e depois ela quis algumas exclusivas que desenhei e desenvolvi só para ela. Foi a minha primeira compradora", recordou Susana, em declarações à agência Lusa em julho de 2015.


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