Exportadores de peixe satisfeitos com novo modelo aéreo Açores-Lisboa


 

Lusa/AO Online   Regional   19 de Jul de 2014, 10:58

A Associação de Comerciantes de Pescado dos Açores (ACPA) congratulou-se hoje com as condições para o transporte de carga previstas no novo modelo de Obrigações de Serviço Público das ligações aéreas entre o arquipélago e o continente.

“Vemos estas alterações com bons olhos, uma vez que era justamente isso que pretendíamos, que houvesse, de facto, condições mais competitivas a nível das frequências e aumento da capacidade de carga”, declarou à agência Lusa o secretário-geral da associação, Pedro Melo.

O modelo hoje anunciado pelo presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, prevê novas condições para o transporte de carga entre Lisboa e as ilhas Terceira e São Miguel, estabelecendo "ligações triangulares", pelo menos, seis vezes por semana no verão e cinco no inverno, com capacidade de 15 toneladas cada.

Por outro lado, haverá uma redução de 40% nas tarifas atuais para produtos como o peixe fresco.

Os exportadores de pescado dos Açores têm vindo a manifestar, com regularidade, dificuldades em escoar o seu produto devido ao que consideram ser a indisponibilidade de carga nos aviões do grupo SATA que asseguram as ligações com Lisboa.

Pedro Melo manifestou também satisfação em relação ao novo tarifário.

“Esta redução torna, efetivamente, bastante competitivo este serviço, havendo condições para promover o pescado em outros mercados. E mesmo nos mercados existentes, isto vai ter um peso bastante significativo”, declarou.

Pedro Melo quer agora conhecer que tipo de aviões irão ser disponibilizados em termos de frequências e em que dias o pescado será exportado.

“Criou-se condições, agora sim, para termos aqui alguma segurança no transporte aéreo de mercadorias”, sublinhou.

Vasco Cordeiro anunciou hoje, em Ponta Delgada, o fim da "fase negocial" com o Governo da República para a criação de um novo modelo de Obrigações de Serviço Público (OSP) nas ligações aéreas entre os Açores e o resto do país, que espera que esteja em vigor no verão de 2015.

Para além de OSP específicas para a carga, a nível do transporte de passageiros, o acordo agora alcabçado prevê a liberalização total das rotas entre as ilhas de São Miguel e o continente (abrindo a porta à entrada das 'low cost'), assim como a redução para metade das tarifas para residentes e estudantes.



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