Exportações de têxteis e vestuário crescem 5% em 2016

Exportações de têxteis e vestuário crescem 5% em 2016

 

Lusa/Açoriano Oriental   Economia   9 de Fev de 2017, 16:56

A Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) disse hoje que foram ultrapassadas as expectativas quanto às exportações no setor depois do Instituto Nacional de Estatística (INE) ter registado 5.063 milhões euros em vendas para o exterior.

 

Segundo os dados do INE publicados hoje, as exportações de têxteis e vestuário subiram mais de 5% em relação a 2015, tendo alcançado 5.063 milhões euros, “ultrapassando assim as estimativas da ATP que apontavam para 5.055 milhões de euros”.

O plano estratégico para o setor definia a meta de 5 mil milhões de euros de exportações para 2020, pelo que o cenário denominado “ouro” ocorreu quatro anos antes da melhor dessas previsões.

O valor foi alcançado graças ao “forte dinamismo que a indústria tem revelado nos últimos anos, assumindo-se como referência modelo para a economia nacional”, referiu a ATP, em comunicado.

Por produtos exportados, a liderança pertence ao vestuário e acessórios de malha, que registou um aumento de 12%, equivalente a um acréscimo absoluto de 227 milhões de euros, seguido pelas matérias-primas de algodão, incluindo fios e tecidos, com um crescimento de 19,4% no valor exportado em 2016, equivalente a um acréscimo de 27 milhões de euros.

Assim, a balança comercial do setor teve um saldo positivo de 1.151 milhões de euros, com uma taxa de cobertura de 129%.

Na terça-feira, o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, tinha admitido, em Paris, que "os têxteis e o vestuário portugueses podem bater o recorde de vendas absoluto" ao superarem a meta dos cinco mil milhões de euros de exportações.

Numa visita à feira de matérias-primas para a fileira da moda "Première Vision", o governante tinha referido que os números de 2016 poderiam ser “os mais elevados de sempre".

Na mesma ocasião, o diretor-geral ATP, Paulo Vaz, tinha referido à agência Lusa que "quase seguramente" se iria “atingir o objetivo de alcançar ou ultrapassar os cinco mil milhões de euros de exportações em 2016", mas foi mais comedido nas projeções.

"Um recorde não é porque o recorde foi atingido em 2001 com 5.075 [mil milhões de euros]”, afirmou Paulo Vaz.

O diretor-geral da ATP realçou que "o objetivo estratégico" era ultrapassar os cinco mil milhões de euros de exportações em 2020, mas que se esse valor fosse alcançado em 2016 foi "com metade das empresas e metade dos trabalhadores" que o setor tinha em 2001, ano em que o número foi atingido, justificando com o "ganho de produtividade que se conseguiu alcançar ao longo destes anos".


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