Exércitos sírio e russo continuam a utilizar bombas de fragmentação na Síria


 

Lusa/AO online   Internacional   28 de Jul de 2016, 11:39

A Human Rights Watch (HRW) acusou o regime sírio e o seu aliado russo de utilizarem de forma generalizada bombas de fragmentação interditas nas suas ofensivas contra os rebeldes na Síria.

 

A organização não-governamental (ONG) de defesa dos Direitos Humanos afirma ter recenseado a utilização de bombas de fragmentação por 47 vezes desde 27 de maio último. A utilização destas bombas “cegas” nas zonas controladas pelos rebeldes em três províncias matou e feriu dezenas de civis.

Muitos destes ataques foram levados a cabo a norte e a oeste de Alepo, enquanto as forças do regime apoiadas pela Rússia cercaram a parte norte da cidade controlada pelos rebeldes, acrescentou a ONG nova-iorquina.

“Desde o reinício das operações conjuntas russo-sírias, registámos a utilização incessante de munições de fragmentação”, afirmou Ole Solvang, diretor adjunto para as Operações de Urgência da HWR.

“O Governo russo deve garantir imediatamente que as suas forças e as forças de Damasco não utilizam estas armas, por definição, cegas”, acrescentou.

“Apesar da Rússia e da Síria não serem signatárias da Convenção [de Oslo] sobre as armas de fragmentação, ambos os países estão submetidos ao Direito Internacional Humanitário e ao direito da guerra, que proíbe os ataques cegos”, declarou a ONG.

As bombas de fragmentação são largadas por via aérea ou lançadas por terra. O contentor que as guarda abre-se no ar e ejecta submunições, do tamanho de uma bola de ténis, que se dispersam por zonas vastas.

Cerca de 30 por cento das submunições não explodem no contacto com o solo e podem permanecer ativas durante anos, constituindo um risco permanente para os civis.

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