Pescas

Eurodeputados pedem interdição de captura de atum-rabilho


 

Lusa / AO online   Economia   10 de Fev de 2010, 17:36

O Parlamento Europeu pediu esta quarta-feira a interdição da captura do atum-rabilho, espécie ameaçada de extinção, uma decisão sobre um tema sensível, quer para a Comissão Europeia, quer para vários Estados-membros da União Europeia (UE).
Numa resolução adoptada por larga maioria, os eurodeputados propõem que a espécie - também conhecida por atum-vermelho e cuja produção é consumida em 80 por cento pelo Japão - seja inscrita no Anexo I da Convenção da ONU sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES).

"A salvaguarda deste peixe no seu ambiente natural é certamente mais importante do que a sua inclusão em sushis e sashimis", defendeu o relator do texto, o social-democrata alemão Jo Leinen.

Em meio século, de 1957 para 2007, a população de atum-rabilho reduziu-se em 75 por cento, com uma quebra de 60 por cento só na última década.

A efectivar-se, a inclusão do atum-rabilho no Anexo I da CITES banirá o comércio internacional da espécie.

Uma decisão definitiva pode ser tomada no próximo mês em Doha, sendo que a votação envolve 175 Estados e que a posição da União Europeia pode ser determinante.

Hoje, o Parlamento Europeu preconizou, contudo, que a "pesca artesanal costeira" continua autorizada e que a Comissão Europeia prevê uma indemnização para os pescadores e armadores afectados pela medida de protecção

Os Estados-membros já tentaram chegar a uma posição comum, mas a Espanha, a Grécia, Chipre e Malta continuam a opor-se à proibição, enquanto a França (principal produtor da UE) manifestou-se favorável à interdição.

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