EUA vão intensificar campanha de ataques aéreos contra Estado Islâmico no Iraque

EUA vão intensificar campanha de ataques aéreos contra Estado Islâmico no Iraque

 

Lusa/AO Online   Internacional   11 de Set de 2014, 07:17

Os Estados Unidos vão alargar a sua campanha de ataques aéreos contra os extremistas do Estado Islâmico (EI) no Iraque e enviar mais 475 militares para treinar, assessorar e equipar as forças locais, anunciou, esta quarta-feira, Barack Obama.

Num discurso à nação, a partir da Casa Branca, o Presidente norte-americano sublinhou porém que, em nenhum caso, a operação irá prever o destacamento de tropas para combaterem em solo iraquiano: “Não nos deixaremos arrastar para uma outra guerra terrestre no Iraque, mas os nossos militares são necessários para apoiar as forças iraquianas e curdas”.

Os Estados Unidos vão alargar a sua campanha – iniciada há pouco mais de um mês e focada atualmente nas posições do EI no norte do Iraque – até onde quer que haja um alvo ‘jihadista’ que precise de ser derrubado para que as forças iraquianas e curdas possam recuperar território face ao avanço do EI.

“Iremos levar a cabo uma campanha de ataques sistemáticos contra estes terroristas. Trabalhando com o Governo do Iraque iremos ampliar os nossos esforços, além de proteger os nossos próprios cidadãos e as missões humanitárias, pelo que atacaremos posições do EI enquanto as forças iraquianas lançam ofensivas”, explicou Obama, num discurso de 15 minutos.

O Presidente dos Estados Unidos disse que os reforços vão juntar-se às tropas norte-americanas que se encontram já no Iraque estudando formas de ajudar o governo iraquiano e as forças curdas na sua luta contra as ameaças dos ‘jihadistas’.

“Agora que essas equipas completaram o seu trabalho – e que o Iraque formou um governo – iremos enviar 475 elementos adicionais”, contextualizou.

Washington lançou a 08 de agosto uma campanha de ataques aéreos no Iraque para travar a ofensiva dos extremistas do EI que ameaçar a capital regional curda, Arbil, ‘casa’ de uma importante missão diplomática norte-americana.

Desde então, foram lançados 154 ataques aéreos, visando viaturas, artilharia pesada e posições de combate dos extremistas do EI.

No âmbito dos esforços norte-americanos, Obama delegou no seu secretário de Estado, John Kerry, a autoridade para aplicar uma verba de 25 milhões de dólares em bens e serviços de defesa para ajudar, de forma imediata, ao Governo do Iraque e as forças curdas face ao avanço do EI, informou pouco antes do discurso o Departamento de Estado norte-americano.

Os Estados Unidos esperaram pela formação do novo Governo no Iraque para intensificar a sua campanha.

Os avanços do EI desde a guerra civil na Síria levaram a Casa Branca a alargar a sua presença militar no Iraque no último mês com 1.043 militares, 754 dos quais para a segurança de pessoal diplomático e 289 para manter os postos de operações em Bagdade e Arbil.

 

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