EUA vai transferir quatro prisioneiros de Guantánamo para a Arábia Saudita

EUA vai transferir quatro prisioneiros de Guantánamo para a Arábia Saudita

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   5 de Jan de 2017, 09:59

Os Estados Unidos vão transferir para a Arábia Saudita quatro prisioneiros de Guantánamo (Cuba) antes de 20 de janeiro, apesar da oposição manifestada esta semana pelo Presidente eleito, Donald Trump, segundo a estação de televisão Fox.

Com esta transferência de presos, cuja nacionalidade não foi divulgada, o número de prisioneiros em Guantánamo diminuirá para 55, longe dos 800 que chegou a albergar desde a entrada em funcionamento, em 2002.

A prisão militar norte-americana de Guantánamo, localizada no sul da ilha de Cuba e que foi criada após os atentados de 11 de setembro de 2001 para acolher suspeitos de terrorismo.

O Presidente norte-americano eleito, Donald Trump, reforçou na terça-feira a sua oposição contra qualquer nova transferência de detidos de Guantánamo para outros países, advertindo que os presos desta controversa prisão militar são “perigosos”.

Esta tomada de posição de Trump surge depois do diário The New York Times ter noticiado que a administração de Barack Obama irá anunciar brevemente (antes de cessar funções) a transferência de cerca de 20 prisioneiros da prisão militar de Guantánamo.

“Não devem existir mais transferências de Gitmo [designação como é conhecido o centro militar de detenção americano]. São pessoas extremamente perigosas e não devem ter a oportunidade de voltar ao campo de batalha”, escreveu Donald Trump na sua conta oficial na rede social Twitter.

A Casa Branca, no entanto, respondeu que é provável que sejam realizadas mais transferências de presos antes de Obama deixar a presidência.

Embora nem o Pentágono, nem a Casa Branca tenham informado de nenhum movimento, a Fox citou como fonte dois funcionários norte-americanos sob a condição de anonimato.

Na prisão de Guantánamo há 59 presos, 22 dos quais receberam luz verde do governo para serem transferidos para um país terceiro.

Os outros 37 presos estão à espera de julgamento ou são considerados demasiado perigosos para serem postos em liberdade.

O encerramento de Guantánamo foi uma das promessas da campanha presidencial de Obama e da sua administração, desde que chegou ao poder em 2009, mas o processo de esvaziamento da prisão militar foi marcado por várias perturbações.

A oposição do Congresso norte-americano e a relutância dos países em acolherem suspeitos de terrorismo foram apontados como os principais obstáculos ao cumprimento da promessa de Obama.


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