Estudo relaciona risco de morte por problemas cardíacos a drogas para cancro da próstata


 

Lusa/AO online   Ciência   29 de Out de 2014, 17:24

Um estudo publicado pela Faculdade de Medicina de Harvard estabelece uma relação entre certos medicamentos usados para tratamento do cancro da próstata e o risco de morte de homens por problemas cardiovasculares, revela a revista Britânica de Urologia.

De acordo com a publicação, as conclusões da pesquisa sobre a utilização da terapia de privação de andrógeno, uma técnica utilizada para controlar ou retardar o crescimento do cancro da próstata, vão ajudar os médicos e os pacientes a dosearem o uso de certas drogas.

Apesar dos efeitos anticancerígenos, a terapia de privação de andrógeno, ou terapia hormonal, tem sido associada a problemas cardíacos e aumento do risco de diabetes.

A equipa da Faculdade de Medicina de Harvard analisou 5.077 homens com cancro da próstata que foram tratados entre 1997 e 2006, dos quais 30% receberam terapia hormonal.

Depois de um período de acompanhamento médio de 4,8 anos, houve uma associação 3,3 vezes mais ao risco de mortes em homens com insuficiência cardíaca.

Neste subgrupo, as mortes relacionadas ao coração ocorreram em 7,01% dos homens que receberam a droga, contra 2,01 por cento dos que não receberam o tratamento depois de cinco anos.

No entanto, os médicos da Faculdade de Medicina de Harvard não estabeleceram nenhuma relação entre a administração do medicamento e mortes de pessoas sem fatores de risco cardíaco (1,08% para administração da terapia de privação de andrógeno em cinco anos, contra 1,27) ou em homens com diabetes, hipertensão, ou colesterol elevado (2,09 por cento, contra 1,97 por cento).

"Embora a terapia de privação de andrógeno possa ser uma droga que salva vidas a homens com cancro da próstata e aumenta significativamente as taxas de cura quando usada com radiação para doença agressiva, este estudo também levanta a possibilidade de que um pequeno subgrupo de homens que têm doença cardíaca significativa possa ter risco acrescido de morte por problemas cardiovasculares derivados da administração da terapia hormonal”, disse Paul Nguyen, da Faculdade de Medicina de Harvard.


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