Estados Unidos adotam novas sanções contra empresas e navios norte-coreanos

Estados Unidos adotam novas sanções contra empresas e navios norte-coreanos

 

Lusa/AO online   Internacional   24 de Jan de 2018, 15:47

Os Estados Unidos adotaram esta quarta-feira novas sanções contra empresas, indivíduos e navios norte-coreanos, bem como contra duas sociedades comerciais chinesas, indicou em comunicado o Departamento do Tesouro norte-americano.

"Em conformidade com as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o governo americano visa entidades ilegais na China, na Rússia e noutros locais que trabalham por conta de redes financeiras norte-coreanas, e exige a sua expulsão dos territórios onde residem", afirmou na nota o Secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin.

A "lista negra" do Tesouro dos EUA inclui cinco companhias de navegação norte-coreanas e seis navios. Também foram visados 10 representantes da Korea Ryonbong General Corporation na China e na Rússia.

A Korea Ryonbong General Corporation dá apoio à indústria de Defesa da Coreia do Norte, e já se encontra sob sanção dos EUA e da ONU.

Nas últimas semanas, a Casa Branca aplaudiu a redução das trocas comerciais entre a China e a Coreia do Norte, sublinhando a importância de exercer "pressão máxima" sobre Pyongyang para que o regime norte-coreano renuncie ao seu programa nuclear.

Os números publicados por Pequim indicam que o comércio entre a China e a Coreia do Norte caiu 50% em dezembro, à medida que entram em efeito novas sanções impostas pelas Nações Unidas contra Pyongyang, devido ao seu programa nuclear e de mísseis balísticos.

A China é o principal aliado diplomático e maior parceiro comercial da Coreia do Norte. Cerca de 80% das importações norte-coreanas de petróleo são oriundas do país vizinho.

De acordo com as novas sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU, a China baniu as importações de carvão, ferro, pescado e têxteis norte-coreanos.

Pequim ordenou ainda o encerramento de empresas norte-coreanas instaladas no país e não emitiu novos vistos para trabalhadores norte-coreanos na China.

Em dezembro, as importações chinesas a partir da Coreia do Norte caíram 81,6%, para 54 milhões de dólares (44 milhões de euros), enquanto as exportações da China para o país registaram uma queda de 23,4%, para 260 milhões de dólares (214 milhões de euros), segundo dados das alfândegas chinesas hoje divulgados.

Mas, apesar do quase total isolamento face ao mundo exterior, a Coreia do Norte tem conseguido avançar com o seu programa nuclear, visto como essencial pelo regime de Kim Jong Un para garantir a sua sobrevivência.

A China rejeita um corte total no fornecimento de petróleo a Pyongyang, argumentando que essa decisão poderia resultar na queda do regime e causar uma crise de refugiados no seu território.

Pequim aceitou, no entanto, reduzir o fornecimento de petróleo.



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