Espólio de Arruda Furtado, discípulo português de Darwin, exibido em Lisboa

Espólio de Arruda Furtado, discípulo português de Darwin, exibido em Lisboa

 

Lusa/AO Online   Regional   28 de Fev de 2015, 09:43

Uma centena de peças do espólio do naturalista Francisco Arruda Furtado, conhecido por ter sido um dos poucos portugueses a corresponder-se com Charles Darwin, vai ser exposta em Lisboa, a partir de 6 de março.

A conceção da exposição é do Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa (MUHNAC), em parceria com o Museu Carlos Machado e o Teatro Nacional de São Carlos.

"Francisco Arruda Furtado (1854-1887), discípulo de Darwin" é o título da nova exposição que evoca o naturalista açoriano que se destacou, ainda jovem, no estudo dos moluscos e da antropologia.

A abordagem de Francisco Arruda seguia as teorias evolucionistas, em particular do cientista britânico Charles Darwin, com quem se correspondeu durante dois anos, trocando ideias, informações, pedindo conselhos e livros.

A exposição irá mostrar mais de uma centena de peças, entre manuscritos, desenhos, livros, exemplares de história natural, instrumentos científicos e vestuário, que espelham uma muito pequena parte dos mais de 3.000 manuscritos e desenhos originais de Arruda Furtado.

O naturalista mudou-se para Lisboa, em 1885, para integrar a Secção Zoológica do Museu Nacional de Lisboa (atual MUHNAC), mas durante dois anos regressou a Ponta Delgada, dedicando-se ao estudo e à catalogação da coleção de conchas e moluscos do museu.

Morreu aos 33 anos, deixando uma vasta obra, e dezenas de trabalhos inacabados, na sua maioria ainda hoje inéditos, segundo o MUHNAC, que conserva o espólio em arquivo.

De acordo com o museu, estes documentos encontram-se disponíveis "online", desde maio de 2014, após de um ano de catalogação, conservação e digitalização que contou com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

O percurso expositivo encontra-se organizado em três núcleos temáticos: "Arruda e Darwin", com as cartas trocadas entre ambos os cientistas, "Vida e obra", sobre a conceção alargada da natureza, e a "Obra inédita", em particular as obras de divulgação e ensino.

São comissários da exposição os historiadores David Felismino e Ana Carneiro, e a arquivista Alda Namora.

A mostra "Francisco Arruda Furtado (1854-1887), discípulo de Darwin" é inaugurada no Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa às 18:00 de 06 de março.

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