Especialistas alertam para perigo de islamitas radicais com passaportes do Ocidente


 

Lusa / AO online   Internacional   3 de Out de 2010, 12:37

As tentativas de atentados na Europa indiciam o perigo crescente dos militantes islamitas que dispõem de passaportes de países ocidentais, uma arma fortemente cobiçada por Al-Qaida, defenderam hoje analistas.

Os serviços de segurança americanos e europeus têm procurado localizar os jovens ocidentais que fazem viagens ao Paquistão ou a outros países conhecidos por receber militantes islamitas para receberem um treino da Al-Qaida ou seus aliados.

“Tudo isto nos deixa a pensar que a ameaça é crescente”, explicou à AFP Arturo Muñoz, um responsável pela reforma da CIA.

“Penso que não há nenhuma dúvida sobre isso”, disse, adiantando que um estudo de investigadores americanos e suecos, publicado na sexta feira, considerou que o conhecimento dos serviços de informação ocidentais sobre esta ameaça podia limitar-se “à parte visível de um problema bem mais vasto, não detetado e sobre a qual não existe nenhum dado”.

Os militantes islamitas que dispõem de passaportes de países ocidentais, e sem registo criminal, podem deslocar-se tranquilamente sem estar a chamar a atenção das autoridades.

De acordo com as autoridades alemãs, cerca de 200 alemães ou estrangeiros residentes no país fizeram viagens ao Paquistão para receber treino militar de grupos islamitas.

Para perseguir os militantes islamitas, os analistas defendem que as autoridades devem não apenas partilhar as suas informações mas também localizar islamitas que fazem propaganda dos atos terroristas junto de potenciais recrutas.

“É sobre estes intermediários que toda a atenção deve levar-se”, refere o estudo, salientando que a maioria das vítimas do terrorismo são muçulmanos.


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