Equipa holandesa anuncia fim de buscas no local onde se despenhou o voo MH17


 

Lusa/AO Online   Internacional   30 de Abr de 2015, 19:45

Investigadores internacionais e holandeses concluíram hoje a recolha de restos humanos e de destroços no local onde caiu o avião Boeing 777 da Malaysia Airlines, abatido por um míssil no leste da Ucrânia em 17 de julho de 2014.

A queda do voo MH17, entre Amesterdão e Kuala Lumpur, quando sobrevoava uma região rebelde do leste da Ucrânia provocou a morte de todos os 298 passageiros e tripulantes, na maioria holandeses.

“Fizemos o humanamente possível” no processo de recuperação, disse numa conferência de imprensa em Haia o chefe da missão, Pieter-Jaap Aalbersberg.

No sábado deve chegar à Holanda um último voo com sete caixões que transportam restos humanos.

“Muitas” partes de corpos foram recuperadas nas duas últimas semanas durante buscas perto de Petropavlivka, cerca de dez quilómetros a oeste de Grabove, onde se concentravam a maioria dos destroços do aparelho, precisou Aalbersberg.

Foram ainda recuperados “muitos objetos pessoais como relógios, passaportes… e outros documentos de grande valor para as famílias das vítimas”, acrescentou.

No entanto, não excluiu que possam ser encontrados novos despojos “nos próximos dias”.

Kiev e o ocidente acusam os separatistas pró-russos de terem disparado um míssil terra-ar BUK, fornecido por Moscovo. A Rússia negou as acusações a atribuiu a responsabilidade a Kiev.

A Holanda foi encarregada de liderar a investigação sobre as causas do acidente e a identificação das vítimas. O relatório final sobre as causas do desastre deverá estar concluído em outubro.

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