Epidemia é "emergência de saúde pública de alcance mundial"

Epidemia é "emergência de saúde pública de alcance mundial"

 

Lusa/AO online   Internacional   8 de Ago de 2014, 12:33

A Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou que a epidemia de febre hemorrágica pelo vírus ébola, presente em pelo menos quatro países da África Ocidental, era "uma emergência de saúde pública de alcance mundial".

"A OMS aceitou as conclusões" neste sentido da comissão de emergência sanitária, que esteve reunida na quarta e quinta-feira em Genebra, declarou à imprensa a diretora-geral da organização, Margaret Chan.

A comissão foi "unânime em considerar que se verificam as condições de uma emergência de saúde pública de alcance mundial", acrescentou.

Perante uma situação que continua a agravar-se, é necessária uma "resposta internacional coordenada" para "travar e fazer recuar a propagação internacional do ébola".

A epidemia de ébola, que fez perto de mil mortos desde o início do ano e mais de 1.700 casos suspeitos, é "a mais importante e mais grave" nas últimas quatro décadas, sublinhou Chan.

A responsável considerou que os países da África Ocidental mais atingidos - Libéria, Serra Leoa, Guiné-Conacri e Nigéria - "não têm meios para responderem sozinhos" à doença e pediu "à comunidade internacional que forneça o apoio necessário".

A comissão alertou que "os Estados devem estar preparados para detetar e tratar casos de ébola" e "facilitar a retirada de cidadãos, em particular pessoal médico, que estiveram expostos ao vírus" da febre hemorrágica.

A comissão sublinhou que os chefes de Estado dos países afetados devem "decretar o estado de emergência" e "dirigir-se pessoalmente à nação para fornecer informação sobre a situação".

O responsável da OMS para a epidemia, Keiji Fukuda, adjunto de Margaret Chan, afirmou que a quarentena de pessoas suspeitas de estarem infetadas, deve ser de 30 dias, dado que o tempo de incubação é de 21 dias.

As pessoas que estiveram em contacto com os doentes, à exceção do pessoal médico equipado com roupa protetora, não devem ser autorizadas a viajar, sublinhou.

Keiji Fukuda indicou que as tripulações de voos comerciais, que se desloquem a países afetados, devem receber formação específica e material médico para proteção pessoal e dos passageiros.

"Impedir as companhias aéreas de viajarem para estes países ia afetar a sua economia", afirmou Chan.

A comissão recomendou também que todas as pessoas que saiam de países afetados sejam examinadas nos aeroportos, portos e principais postos fronteiriços, mediante um questionário e medição da temperatura, devendo ser impedidos de viajar quaisquer casos suspeitos.



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