Empresas de São Miguel com crescimento de 20% no primeiro mês de liberalização aérea

Empresas de São Miguel com crescimento de 20% no primeiro mês de liberalização aérea

 

Lusa/AO online   Regional   29 de Abr de 2015, 16:20

O presidente da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores afirmou haver setores de atividade na ilha de São Miguel com crescimentos superiores a 20% durante o primeiro mês de vigência do novo modelo de transporte aéreo.

 

"A avaliação para já é muito positiva, com indicadores em algumas atividades que ultrapassam crescimentos da ordem dos 20%. Estamos a falar, principalmente, no caso das 'rent-a-car' e serviços de apoio direto aos turistas", afirmou Mário Fortuna, em declarações à agência Lusa, acrescentando tratar-se de "um bom sinal" para a economia.

Desde 29 de março que as ligações aéreas entre duas ilhas dos Açores (São Miguel e Terceira) e o continente estão liberalizadas, o que levou à entrada na região de duas companhias aéreas de baixo custo (Ryanair e easyJet), que voam, para já, apenas para Ponta Delgada (S. Miguel).

Mário Fortuna referiu que os bons indicadores também se estendem à hotelaria e à restauração na ilha de S. Miguel, para onde voam as duas 'low cost', além da TAP e da SATA.

"O efeito multiplicador da chegada de mais pessoas já começa a ser percetível em atividades diferentes e localidades diferentes. O efeito que se pretendia já se está a fazer sentir de forma muito concreta, o que para nós é muito positivo", disse Mário Fortuna, que também é o presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada.

Na terça-feira, também o delegado nos Açores da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), Humberto Pavão, afirmou à Lusa que os hoteleiros da ilha de São Miguel registaram um "aumento significativo" do número de clientes no último mês.

Mário Fortuna destacou, ainda, que o novo modelo de transporte aéreo no arquipélago está, também, "a ter já impactos no comportamento dos açorianos ao nível das deslocações aéreas para o exterior, devido aos preços mais baixos das passagens".

O empresário salientou que ainda não existem dados estatísticos oficiais sobre o número de turistas que chegaram ao arquipélago entre 29 de março e 29 de abril, mas mostrou-se confiante em que os números vão atestar a nova dinâmica que já se sente nas ruas e nos estabelecimentos comerciais.

Relativamente ao número de reencaminhamentos entre S. Miguel e as restantes ilhas dos Açores, feitos pela SATA, durante este primeiro mês de aplicação do novo modelo de transporte aéreo, Mário Fortuna disse desconhecer os números.

"Desconheço totalmente. A questão dos reencaminhamentos será uma estatística interessante de analisar", afirmou Mário Fortuna.

A Lusa contactou a companhia aérea açoriana, SATA, que disse que, para já, não vai divulgar dados.

O presidente da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores referiu que, no entanto, as restantes ilhas não devem ficar apenas à espera dos reencaminhamentos dos passageiros que chegam a São Miguel, por entender que a economia das outras ilhas "tem muitos argumentos para além dos reencaminhamentos para se afirmar".

"Aquilo que mudou de facto foram os preços [das passagens entre os Açores e o continente]. Sendo 'low cost' ou não,, o preço é que é o fator importante e os preços diferenciados são praticados não só pelas 'low cost', mas também pela SATA e TAP", defendeu Mário Fortuna.


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