Empresários querem "potenciar mais" negócio das malassadas

Empresários querem "potenciar mais" negócio das malassadas

 

Lusa/AO online   Regional   14 de Jan de 2016, 11:39

Várias centenas de malassadas são confecionadas diariamente por esta altura do ano, com as indústrias de panificação "sem mãos a medir" para tantas encomendas, mas os empresários querem "potenciar mais" este produto.

“Na época inicial fazemos cerca de 10 quilos de massa, mas chegamos a atingir os 25 a 30 quilos de massa na época alta, ou seja, por altura das festas dos Amigos, Amigas ou no Carnaval”, explicou à Lusa o empresário Fernando Neves, proprietário da confeitaria A Colmeia, em Ponta Delgada, acrescentando que chega a vender 500 malassadas por dia.

Farinha, ovos, leite, fermento e manteiga são os habituais ingredientes das malassadas confecionadas de forma tradicional, que depois de levedarem são fritas e polvilhadas com açúcar.

Segundo o empresário Fernando Neves, o fabrico inicia-se "logo a seguir ao Natal e prolonga-se até depois do Carnaval".

O doce "é muito procurado pelos micaelenses" e assume grande importância na gastronomia local, mas "começa também a despertar a curiosidade dos turistas".

“Penso que as pessoas estão à espera desta altura do ano para provarem uma malassada. Há uma procura generalizada e alguns turistas demonstram alguma curiosidade e normalmente gostam”, disse o empresário, para quem as malassadas “têm um potencial que não está a ser bem promovido".

A malassada "é um doce com um formato geralmente grande, mas podia ser confecionada com um tamanho mais reduzido. Podia-se também apostar numa venda mais apelativa, ao nível das embalagens e promover a sua comercialização durante todo o ano", considerou.

Na cozinha da confeitaria, Lucília Sousa assegurou que por estes dias "não há mãos a medir" para confecionar tantas malassadas.

"Aprendi com a minha mãe. Sempre me lembro de fazer", contou, enquanto ia moldando mais uma malassada, pronta para colocar na fritadeira. As máquinas agora ajudam muito, mas “antigamente era tudo amassado à mão”.

Lucília Sousa garante que tentaseguir sempre a receita tradicional, passada de geração em geração, embora fazendo algumas adaptações, como a introdução do sumo ou raspa de laranja.

Para o empresário Bruno Figueira, da indústria da panificação e pastelaria, também em São Miguel, este é um doce tradicional que tem potencial para ser comercializado de forma regular durante todo o ano.

"Não encontro algo tão parecido com as malassadas de São Miguel, tem muito a ver com o limão e um toque de aguardente da terra e, claro está, o seu fabrico artesanal", sustentou o gerente da Senhora do Pão, garantindo que chega a vender em quatro pontos de venda entre 200 a 300 malassadas por dia.

Perto do Carnaval, chegam a ser entre 800 e 1.000 unidades, acrescentou Bruno Figueira, assegurando que tem apostado na venda de malassadas "aos fins de semana, durante todo o ano", por ser um doce que se vende muito bem.

Os Açores celebram hoje o Dia dos Amigos, numa tradição regional que, até ao Carnaval, inclui (sempre às quintas-feiras) os dias das Amigas, dos Compadres e das Comadres.

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