Empresários preveem aumento acima de 10% no turismo dos Açores com novas ligações aéreas

Empresários preveem aumento acima de 10% no turismo dos Açores com novas ligações aéreas

 

Lusa/AO Online   Regional   25 de Jul de 2014, 07:30

O presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) prevê um aumento acima dos 10% no turismo para os Açores assim que estiver a funcionar o novo modelo de transporte aéreo para o continente.

"A partir de abril do próximo ano, altura em que se espera que o modelo já esteja a funcionar em pleno, em que vai haver um surto de curiosidade, não me admira nada em que entremos em dois dígitos de crescimento, a partir do momento que tenhamos esse modelo em funcionamento", afirmou hoje Mário Fortuna, numa conferência de imprensa, em Ponta Delgada.

Para o representante dos empresários das ilhas de São Miguel e Santa Maria é claro que se sairá "do cenário dos últimos meses e anos", um "cenário anémico, de crescimento muito aquém daquilo que acontece no resto do país, com alguns episódios de evolução negativa".

"Dois dígitos de taxa de crescimento, não sei se é 15, se é 20, se é 30, mas nenhum desses valores estará excluído das perspetivas com o que se está a fazer aqui nos transportes aéreos nos Açores, particularmente a partir de São Miguel. Mas com todas as facilidades que existem, certamente que as outras ilhas vão beneficiar enormemente com este modelo também", disse Mário Fortuna, que acredita que o impacto na economia açoriana será imediato.

O presidente da CCIPD acredita que os Açores vão beneficiar da rede de rotas, caso companhias de grande dimensão como a TAP ou a easyJet venham operar para os Açores e considera que a SATA, a transportadora da região, terá de ser "competitiva" para sobreviver aos "novos padrões de trabalho" que essas companhias trarão para o arquipélago.

"A SATA Internacional vai ter de ser mesmo uma companhia aérea competitiva e vai ter de se libertar de todos aqueles tiques de ineficiência que possa ter para que seja efetivamente competitiva, não pode ser uma agência de emprego, uma agência de vaidade, não pode ser nada a não ser uma empresa efetivamente competitiva no mercado sob pena de não sobreviver", afirmou Mário Fortuna.

O responsável sublinhou que para a SATA ser competitiva "não pode ter operações que não tenham como objetivo o lucro" e que "não é banal que o sócio ponha mais dinheiro na SATA", lembrando que o Governo Regional dos Açores destina em média cerca de 90 milhões de euros por ano do orçamento da região para os transportes, sendo uma boa fatia deste montante para os transportes aéreos.

"A SATA tem é de ser gerida como uma empresa comercial pura, sem intervenção do acionista [o Governo dos Açores], a não ser no sentido de assegurar que os gestores têm bom desempenho e que a empresa está a ser conduzida como deve ser conduzida, uma empresa aérea competitiva, concorrencial", disse.

O Governo dos Açores anunciou na semana passada um acordo com o executivo nacional que prevê a liberalização das ligações aéreas entre o continente e duas ilhas do arquipélago (São Miguel e Terceira) e uma tarifa máxima de 134 euros para os residentes na região.

 


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