Empresários dos Açores defendem privatizações e voltam a não excluir a Sata

Empresários dos Açores defendem privatizações e voltam a não excluir a Sata

 

Lusa/AO Online   Regional   22 de Set de 2015, 19:40

A Câmara do Comércio e Indústria dos Açores voltou hoje a defender o avanço de privatizações no arquipélago e considerou que a privatização da Sata não pode ser tabu, por a transportadora aérea não exercer uma função reguladora.

Numa conferência de imprensa em Ponta Delgada para apresentar as conclusões do Fórum 2015 da câmara do comércio, o presidente do organismo, Mário Fortuna, sublinhou a necessidade de “reposição do primado da iniciativa privada” - com “uma programação evidente de reprivatização de atividades, quer por via da alienação de capital, quer por via da concessão” - e apontou a gestão dos campos de golfe, a açucareira Sinaga e a conserveira Santa Catarina como exemplos do que deveria estar na posse de privados.

“A Sata, como está a funcionar agora, bem pode ser privatizada, no limite”, afirmou o responsável, em resposta a questões dos jornalistas, acrescentando que a empresa deve ser reforçada, mas que a discussão sobre a sua privatização “vai depender da rapidez com que a postura comercial se alterar”, já que neste verão se registaram constrangimentos ao nível de disponibilidades e de preços nas ligações para a Terceira e no serviço inter-ilhas.

Mário Fortuna admitiu que a grande procura deste ano – o primeiro em que companhias ‘low cost’ operaram na região, com ligações entre o continente e São Miguel – foi uma surpresa, mas realçou que a Sata tem obrigações de serviço público.

Caso a transportadora não tenha capacidade para mudar e evitar os constrangimentos, considerou, será necessário procurar outras companhias. No caso dos Estados Unidos, por exemplo, a câmara do comércio entende que a empresa pública açoriana “não tem dimensão” para cobrir o mercado sozinha.

O responsável disse que uma entrega a privados teria de atender a “muitos parâmetros”, como no caso da privatização da TAP, e reconheceu que um processo deste género não é uma tarefa fácil, mas sublinhou que sua missão enquanto empresa pública não está a ser cumprida.

“O que não pode acontecer é que seja o erário público sistematicamente a garantir défices operacionais dessas empresas. Se formos ver os défices operacionais de empresas que passaram para a esfera do Governo [Regional], estão a acumular. […] Na maior parte dos casos, já é mais fácil começar de novo do que adquirir aquelas empresas”, afirmou.

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