Empresários de Ponta Delgada satisfeitos com novo modelo de ligações aéreas aos Açores

Empresários de Ponta Delgada satisfeitos com novo modelo de ligações aéreas aos Açores

 

Lusa / AO online   Regional   19 de Jul de 2014, 12:35

O presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada considerou hoje "muito positiva" a nova configuração das ligações áreas para os Açores, que preveem a liberalização de rotas com o continente.

 

Mário Fortuna apontou, em declarações à agência Lusa, três razões para uma apreciação positiva do novo modelo das obrigações de serviço público (OSP) nas ligações aéreas entre os Açores e o resto do país, apresentado na sexta-feira: a separação entre transporte de carga e de passageiros, a "separação clara" da "perspetiva comercial" e a salvaguarda do "interesse social" com a garantia de tarifas máximas para residentes.

O representante dos empresários das ilhas de São Miguel e Santa Maria sublinhou que a criação de OSP específicas para a carga permitirá às companhias aéreas encontrar "soluções mais adequadas" ao nível dos equipamentos.

No modelo atual, há um condicionamento de espaço nos aviões e as duas atividades (transporte de passageiros e de carga) "prejudicam-se" mutuamente, acrescentou.

Por outro lado, considerou "essencial" a separação da "perspetiva comercial", inerente à liberalização total de rotas, permitindo que "funcionem as forças de mercado".

Quanto às tarifas, referiu que é um aspeto que está "associado a compromissos orçamentais" da região e da República, mas disse acreditar que haverá "recursos suficientes", até porque se o novo modelo se revelar "competitivo e comercial", os gastos do Estado poderão ser mais limitados.

Mário Fortuna disse que agora será necessário ver qual será a reação das transportadoras aéreas que porventura estejam interessadas em passar a voar para os Açores. Atualmente, só a SATA e a TAP voam para o arquipélago.

O empresário sublinhou que esta é uma primeira apreciação às linhas conhecidas do novo modelo, sendo necessário aguardar por documentos concretos para uma avaliação detalhada e final.

De qualquer forma, sublinhou que os aspetos agora conhecidos correspondem àquilo que os empresários açorianos têm vindo a reivindicar.

A Lusa tentou recolher também comentários dos presidentes das câmaras de comércio de Angra do Heroísmo e da Horta, que representam os empresários das restantes ilhas, mas o primeiro remeteu uma reação para a segunda-feira e, no segundo caso, não foi possível contactar com o responsável.

O presidente do Governo dos Açores anunciou na sexta-feira um acordo com o executivo nacional que prevê a liberalização das ligações aéreas entre o continente e as ilhas de São Miguel e Terceira (abrindo a porta à entrada das 'low cost') e a diminuição para metade das tarifas para residentes.

Os residentes passam a pagar, no máximo, 134 euros para ir ao Porto ou a Lisboa. Se a companhia aérea cobrar mais, os residentes são reembolsados da diferença, após a viagem.

Vasco Cordeiro garantiu que está assegurado que os gastos do Estado não aumentam com este novo modelo.

Quanto à carga, o acordo estabelece "ligações triangulares" e um mínimo de seis na época alta e cinco no inverno, com capacidade de 15 toneladas cada. O tarifário para produtos como o peixe fresco terá uma redução de cerca de 40%.

O executivo açoriano espera que o novo modelo esteja em vigor no verão de 2015.


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