Empregadores devem valorizar experiência dos trabalhadores mais velhos


 

Lusa/AO online   Economia   22 de Set de 2017, 17:43

Os 56 países da Comissão Económica da Região Europa das Nações Unidas querem que as entidades empregadoras valorizem mais a experiência dos trabalhadores mais velhos e criem o máximo de oportunidades laborais para todas as idades.

Estas e outras metas foram aprovadas hoje em Lisboa na conferência sobre o envelhecimento da Comissão Económica da Região Europa das Nações Unidas (UNECE), que decorreu entre quinta-feira e hoje, compiladas na Declaração Ministerial, que define os objetivos para os próximos cinco anos.

O documento define, genericamente, três metas, entre reconhecer o potencial das pessoas mais velhas, encorajar uma vida laboral mais longa e garantir um envelhecimento com dignidade.

Especificamente no que diz respeito às medidas económicas, a UNECE quer que os seus 56 estados-membros reconheçam o potencial de contratar funcionários mais velhos e que desenvolvam estratégias de mercado para promover oportunidades de trabalho para pessoas de todas as idades.

Por outro lado, pede que desenvolvam estratégias de combate ao desemprego, redução das desigualdades económicas e da pobreza, adotando medidas que reduzam o fosso nos ordenados entre homens e mulheres e ao mesmo tempo prevenindo a discriminação no emprego contra pessoas mais velhas.

A UNECE quer também que os estados membros incentivem os empregadores a valorizar a experiência adquirida e definam medidas de incentivo a uma vida mais longa em oportunidades laborais e com opções de reformas mais flexíveis.

Já no que diz respeito à dignidade no envelhecimento, a UNECE quer que os cidadãos mais velhos sejam protegidos nos seus direitos, autonomia e participação na sociedade, garantindo que não há margem para qualquer tipo de discriminação.

Defende que sejam criadas as infraestruturas necessárias à prevenção de qualquer tipo de abuso e violência contra os mais velhos, garantindo a sua segurança económica, física, psíquica e psicológica, e pede, por outro lado, que seja promovida a participação das pessoas com demências na vida comunitária e social.

Na declaração, é também salvaguardado o reconhecimento do potencial das pessoas mais velhas, que a UNECE entende que passa por promover uma imagem positiva das pessoas idosas ou estimular os indivíduos a terem consciência do seu potencial para um bem-estar físico, mental ou social e para contribuir para a sociedade.

A UNECE diz que alguns dos seus estados membros ainda precisam de desenvolver políticas mais compreensíveis às necessidades individuais e sociais das populações envelhecidas, enquanto outros precisam assegurar ou reforçar o acesso das pessoas idosas a uma proteção social adequada, sistemas de saúde e proteção a longo prazo.

Ao encontro destes objetivos vão as recomendações feitas tanto pelas Organizações não-governamentais (ONG) como pelos investigadores, e que foram hoje apresentadas.

Pelas ONG, o presidente da Federação Europeia das Pessoas Idosas (EURAG, na sigla em inglês) disse que esta organização apoia fortemente todas as medidas de defesa dos direitos dos idosos.

Dirk Jarré pediu políticas que proíbam qualquer forma de discriminação em relação à idade, que removam as barreiras e deem mais voz aos mais velhos, que promovam o direito à dignidade de todos e, acima de tudo, que os compromissos da Declaração Ministerial sejam implementados.

Já Karl Leichsenring, pelos investigadores, alertou que as mudanças demográficas, associadas às transformações tecnológicas, económicas e sociais, obrigam a esforços para perceber as potencialidades de viver mais anos.

Pediu, por isso, que sejam encontradas novas formas de prolongar a vida ativa, com novas tecnologias e novos serviços, sempre com o envolvimento das pessoas mais velhas.




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