Emigrantes lesados do BES vão reunir-se com BdP em breve com “mão cheia de nada”

Emigrantes lesados do BES vão reunir-se com BdP em breve com “mão cheia de nada”

 

Lusa/AO Online   Economia   11 de Ago de 2017, 18:33

Representantes dos mais de 300 emigrantes lesados pela gestão do BES, que deu origem ao Novo Banco, foram hoje recebidos no Banco de Portugal (BdP), após manifestação, em Lisboa, e combinaram uma reunião formal para breve.


Uma delegação da Associação Movimento Emigrantes Lesados Portugueses (AMELP) foi acolhida pela chefe de gabinete do governador do BdP, que lhes pediu para enviarem uma mensagem de correio eletrónico expondo a situação concreta para agendar um encontro com os responsáveis do regulador, tendo os manifestantes começado a desmobilizar em seguida.

Para trás ficou uma concentração à porta do Novo Banco, pelas 11:30, que incluiu alguma confrontação com a polícia e as grades de segurança, bem como entre manifestantes, porque há alguns que estão contra os acordos alcançados, e uma marcha desde a avenida da Liberdade até à baixa lisboeta até depois das 16:00.

"Viemos com uma mão cheia de nada. Receberam-nos muito cordialmente, mas disseram para mandarmos um ‘e-mail'. Queremos a reunião antes de 30 de agosto porque é o prazo para responder às propostas do Novo Banco", disse à Lusa a tesoureira da AMELP, Cidália Santos Silva.

Em causa estão oito de um total de 10 produtos financeiros sobre os quais se chegou a um acordo, em conjunto com o Governo, para o pagamento de 75% das verbas em causa no prazo de três anos, com a eventualidade de mais 31,7%, embora este entendimento ainda tenha de ser validado precisamente pelo BdP. Trata-se, segundo o presidente da AMELP, Luís Marques, de um total de 1.440 clientes com investimentos de 72 milhões de euros.

Os produtos intitulam-se Euro Aforro 8, Poupança Plus 1, Poupança Plus 5, Poupança Plus 6, Top Renda 4, Top Renda 5, Top Renda 6 e Top Renda 7, mas o Euro Aforro 10 e EG Premium ainda não têm uma solução definitiva, embora para o primeiro já haja uma promessa de depósito de 15% do total de poupanças em outubro próximo.

Luís Marques revelou que os emigrantes que se consideram lesados com o Euro Aforro 10 investiram 71,3 milhões de euros naquele produto, enquanto o EG Premium significa mais 74,9 milhões de euros.


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