Em 2012 foram assassinadas 475 mil pessoas no mundo


 

Lusa/AO online   Economia   10 de Dez de 2014, 13:44

Em 2012 aconteceram 475 mil homicídios em todo o mundo, de acordo com o primeiro relatório mundial sobre a prevenção da violência.

 

Lançado conjuntamente pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento (PNUD) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), no relatório refere-se que o homicídio "é a terceira causa de mortalidade nos homens entre 15 e 44 anos".

"Uma mulher em cada três é vítima de abuso físico ou sexual pelo parceiro íntimo, uma criança em quatro é vítima de abusos físicos e um idoso em cada 17 foi vítima de abuso nos últimos meses", acrescenta-se no documento.

Questionado sobre as razões da violência, o colaborador da OMS Alexander Butchart explicou que quanto mais desigualdades entre pobre e ricos, maiores os riscos de violência.

Sem abordar a violência em conflitos, neste documento avaliam-se as atividades nacionais dirigidas contra a violência interpessoal: maus tratos a crianças, violência juvenil, violência sexual em casais, violência sexual e maus tratos a idosos.

"[Este documento] vai servir de base para monitorar progressos no futuro", considerou Sara Sekkeness, colaboradora do PNUD no programa de prevenção de violência

Segundo o relatório, em que se compilam dados de 133 países, um terço das nações tem iniciativas em grande escala para prevenir a violência, como programas de prevenção de intimidação, de visitas enfermeiras em famílias vulneráveis, apoio às pessoas que tratam de idosas.

Apesar de 80 por cento dos países terem adotados leis para prevenir a violência, só metade aplicam essas leis e tem serviços para proteger as vítimas de violência, segundo o relatório.

Por outro lado, o número de homicídios tem vindo a diminuir desde 2000, descendo 16% até 2012.

O diretor do departamento de prevenção da violência da OMS, Etienne Krug, considerou a diminuição como "uma notícia positiva" mas salientou que se pode "fazer mais para lutar contra a violência e melhorar o acesso aos serviços para as vítimas e melhorar a recolha de dados".

Segundo o relatório, as consequências da violência na saúde física, mental, sexual e genésica permanecem para toda a vida.

A violência contribui para as principais causa de mortalidade como cancro, doenças cardiovasculares e VIH/sida, porque as vítimas tendem a adotar comportamento de alto risco como consumo de droga, álcool, tabaco e relações sexuais de risco, refere-se no documento.

No relatório, os autores sugerem uma seria de medidas para prevenir a violência. O objetivo é oferecer um instrumento de trabalho aos governos e às organizações não-governamentais na luta contra a violência.

O lançamento do relatório oficial está previsto para amanhã em Genebra.



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