Eleições presidenciais de 2016 ameaçam recorde de candidatos em 1986

Eleições presidenciais de 2016 ameaçam recorde de candidatos em 1986

 

Lusa/AO Online   Nacional   14 de Abr de 2015, 07:22

As eleições presidenciais que se realizam em Portugal em 2016 podem aproximar-se, em número de candidaturas, ao ano de 2006, aquele que registou o maior número de candidatos (13), embora depois só tenham constado seis no boletim de voto.

 

Dez anos depois, e nos últimos meses, são já mais de uma dezena os nomes falados como ‘presidenciáveis’.

Até agora, apenas o empresário e ex-deputado do PS Henrique Neto apresentou formalmente, no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, a sua candidatura à Presidência da República, sem o apoio de partidos ou notáveis.

No sábado, será a vez do antigo vice-presidente da Câmara do Porto Paulo Morais apresentar a candidatura e linhas programáticas, na cidade invicta.

O semanário Expresso avançou a 03 de abril que o ex-reitor da Universidade de Lisboa António Sampaio da Nóvoa irá avançar com uma candidatura presidencial e com o apoio do histórico socialista Mário Soares. Um dia depois, em entrevista ao Jornal de Notícias, Sampaio da Nóvoa prometeu que clarificaria a sua posição até final de abril.

A possibilidade da candidatura de Sampaio da Nóvoa ter o apoio oficial do PS suscitou controvérsia dentro do partido, com alguns socialistas a manifestarem a sua oposição e outros defenderem antes uma candidatura do ex-presidente da Assembleia da República Jaime Gama.

Na última sexta-feira, aquele que chegou a ser considerado consensual para os socialistas – o ex-primeiro-ministro António Guterres - afastou publicamente essa hipótese dizendo que não é “candidato a candidato”.

Ainda na área do PS, outros nomes falados, sem que os próprios se tenham excluído, foram os de António Vitorino e de Maria de Belém.

Mais à esquerda, do lado do PCP, os comunistas deverão apresentar um candidato presidencial próprio, ainda não tornado público.

O ex-secretário-geral da CGTP Carvalho da Silva já manifestou disponibilidade para avançar com uma candidatura presidencial.

No centro-direita, ainda não há qualquer candidato assumido, embora os nomes mais falados sejam há muito os do ex-líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa – que aponta outubro como o ‘timing’ para os candidatos aparecerem -, o ex-presidente da Câmara Municipal do Porto Rui Rio e o ex-primeiro-ministro Pedro Santana Lopes.

Em 2006, estavam 13 nomes inicialmente indicados mas no processo de verificação, o Tribunal Constitucional (TC) só admitiu seis: Garcia Pereira, Cavaco Silva, Francisco Louçã, Manuel Alegre, Jerónimo de Sousa e Mário Soares.

Depois de 2006, as eleições com mais candidatos foram as presidenciais de 2001 e 2011, nas quais se apresentaram nove candidatos, porém, após uma verificação de candidaturas, o TC admitiu apenas cinco nomes nos boletins de voto em 2001 e seis em 2011, segundo os dados da Comissão Nacional de Eleições.

No sufrágio de 2001, os candidatos foram Garcia Pereira, Joaquim Ferreira do Amaral, Fernando Rosas, António Abreu e Jorge Sampaio.

Os seis candidatos às últimas presidenciais, em 2011, foram Cavaco Silva, Defensor de Moura, Francisco Almeida Lopes, José Manuel Coelho, Manuel Alegre e Fernando Nobre.

Após estes dois sufrágios, seguiram-se em número de candidatos, as presidenciais de 1986, às quais concorreram oito políticos, mas apenas quatro (Salgado Zenha, Maria de Lurdes Pintasilgo, Freitas do Amaral e Mário Soares) foram a votos.

As eleições que tiveram menos candidatos foram as de 1991 e as de 1996, ambas com quatro.

Em 1996, só dois (Cavaco Silva e Jorge Sampaio) viriam a constar nos boletins de voto. Em 1991, os quatro candidatos inscritos inicialmente foram aceites pelo TC figurando por isso nos boletins de voto: Basílio Horta, Mário Soares, Carlos Carvalhas e Carlos Marques da Silva.

As eleições de 1991 foram as únicas desde o 25 de Abril de 1974 em que o número de candidatos inicial foi o mesmo que o dos boletins de voto.

 

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