Eleições legislativas antecipadas na Islândia convocadas para 28 de outubro

Eleições legislativas antecipadas na Islândia convocadas para 28 de outubro

 

Lusa/AO online   Internacional   18 de Set de 2017, 15:12

As eleições antecipadas na Islândia foram convocadas para 28 de outubro, anunciou hoje o Presidente Guðni Th. Jóhannesson três dias após a rutura no governo de coligação de centro-direita.


O anúncio foi emitido após uma reunião com o primeiro-ministro, Bjarni Benediktsson, que tinha apresentado a proposta de dissolução do parlamento por não ter conseguido garantir durante o fim de semana uma nova coligação estável e com maioria absoluta.

A crise foi espoletada na sexta-feira, quando o partido centrista Futuro Brilhante abandonou o governo e anunciou a perda de confiança nos seus parceiros de coligação devido a um escândalo que envolve o primeiro-ministro e o seu pai.

No centro do escândalo, uma disposição legal mas muito controversa do código penal islandês que permite que os detidos que tenham cumprido a sua pena possam solicitar que qualquer alusão ao seu caso judicial seja escamoteado, através de uma declaração por escrito de três pessoas consideradas de “boa moralidade”.

Devido a esta lei, um pedófilo condenado em 2004 a cinco anos e meio de prisão por ter violado durante 12 anos a sua filha adotiva obteve uma carta de recomendação de Benedikt Sveinsson, o pai do primeiro-ministro e um octogenário considerado um dos empresários mais ricos da Islândia.

Para além de esta prática ser rejeitada pela maioria dos islandeses, Benediktsson é acusado de estar informado desde julho mas de manter na ignorância os seus parceiros de coligação, até uma comissão parlamentar se ocupar do caso na semana passada, permitindo que fosse divulgado publicamente.

O Partido da Independência, por tradição o principal partido do país e vencedor das eleições de outubro de 2016, o Futuro Brilhante e o Partido Reformista concluíram em janeiro um acordo de coligação que se converteu no governo mais curto da história do país.

A coligação controlava 32 dos 63 lugares do parlamento, quatro deles eleitos pelo Futuro Brilhante.

O escrutínio de outubro será o segundo no espaço de um ano, com as eleições de outubro passado a serem convocadas após a demissão do anterior primeiro-ministro, o centrista Sigmundur Davíð Gunnlaugsson, quando foram reveladas as suas vinculações com os designados “Papéis do Panamá”.



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