Reembolso do BCP e nova estrutura acionista do BPI reforçam estabilização da banca


 

Lusa/Açoriano Oriental   Economia   9 de Fev de 2017, 16:54

O Ministério das Finanças defende que o reembolso do BCP ao Estado e a nova estrutura acionista do BPI "contribuem decisivamente para a estabilização do sistema financeiro português", que fica "mais bem preparado" para apoiar a economia.

 

O BCP pagou hoje os 700 milhões de euros ao Estado relativos à última parte das obrigações convertíveis em capital ('CoCos'), uma situação que o gabinete de Mário Centeno considera ser reveladora da "confiança dos investidores privados no banco, no futuro do setor bancário em Portugal e na economia portuguesa", segundo um comunicado hoje emitido.

O BCP concluiu na semana passada um aumento de capital de 1,33 mil milhões de euros, que foi totalmente subscrito, tendo o grupo chinês Fosun, que já era o principal acionista desde final de 2016, reforçado a sua posição para 23,92%, ainda assim abaixo dos 30% a que poderia chegar, tendo em conta a autorização do Banco Central europeu (BCE).

Na nota, as Finanças referem-se também à nova estrutura acionista do BPI, que a tutela diz estar "assente num dos grupos bancários mais sólidos da Europa [o espanhol CaixaBank], mantendo o seu centro de decisão em Portugal".

O grupo financeiro catalão CaixaBank passou a deter 84,5% dos direitos de voto do banco BPI na sequência da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada sobre o banco português, num investimento total de 644,5 milhões de euros.

Para o Governo, "estes desenvolvimentos na definição da estrutura acionista em dois dos maiores bancos portugueses contribuem decisivamente para a estabilização do sistema financeiro português, que fica agora mais bem preparado para financiar os projetos mais inovadores e criadores de valor e de emprego para o país".

Sublinhando que uma das prioridades do Governo era "o robustecimento do sistema financeiro e a melhoraria das condições de financiamento das empresas e das famílias portuguesas", as Finanças afirmam que o executivo "tem trabalhado em conjunto com os agentes económicos do setor e com os reguladores para atingir um quadro regulamentar adequado" a esta estabilização.

As Finanças indicam que os processos em curso relativamente à recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e à venda do Novo Banco fazem também parte dos esforços de estabilização do setor bancário português.


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