Economias podem crescer mais 2% se cumprirem planos de estímulo

Economias podem crescer mais 2% se cumprirem planos de estímulo

 

Lusa/AO online   Economia   13 de Nov de 2014, 10:44

As economias do G20 podem crescer mais 2,1% até 2018 além das metas se implementarem completamente os planos de estímulo à economia, disse o secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

 

"O grande 'se' é a implementação total, e isso não é uma coisa que se possa assumir sempre", disse Angel Gurria numa entrevista difundida em Brisbane, na Austrália, onde neste fim de semana os ministros das finanças e os líderes do G20 se reúnem.

Os membros do G20, um grupo de coordenação económica que reúne as maiores economias mundiais e os principais países emergentes, apresentaram planos para conseguir aumentar o PIB conjunto em 2% ou mais em cinco anos.

O ministro das Finanças da Austrália, Joe Hockey, disse num encontro dos ministros das Finanças, em setembro, que as medidas propostas na altura tinham conseguido fazer o G20 chegar a 90% do objetivo.

"É um fardo pesado sobre os ombros dos líderes e ministros das Finanças conseguirem cumprir o plano de crescimento económico em todo o mundo, e assim criar empregos para milhões e milhões de pessoas", disse Joe Hockey, hoje em Brisbane.

A reunião dos ministros das Finanças do G20, o grupo dos países mais industrializados do mundo e as principais economias emergentes, acontece no sábado e no domingo, nos mesmos dias em que os líderes desses países se juntam em Brisbane, na Austrália.

O G20 foi formado em 1999 mas foi recatapultado para a ribalta mediática em 2008, em plena crise económica e financeira global, e representa 90% do PIB mundial, dois terços da população em todo o mundo e quatro quintos do comércio internacional.

Este grupo substituiu o G8 como o principal fórum internacional de coordenação económica, e junta, além de países, instituições como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial.

Os membros do G8 - Estados Unidos, Canadá, Japão, Rússia, Alemanha, Reino Unido, França e Itália - fazem parte do G20, que também inclui a União Europeia, México, Brasil, Argentina, África do Sul, Turquia, Índia, China, Indonésia, Coreia do Sul, Arábia Saudita e Austrália, que este ano é a anfitriã do evento.

A reunião do G20 realiza-se no fim de semana, culminando um conjunto de encontros internacionais sobre outros temas como os negócios, o trabalho e a juventude.


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