Economia de Moçambique "está a reerguer-se" afirma Presidente Filipe Nyusi

Economia de Moçambique "está a reerguer-se" afirma Presidente Filipe Nyusi

 

Lusa / AO online   Economia   25 de Jun de 2017, 12:07

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, afirmou hoje em Maputo que a economia do país está a reerguer-se, assinalando que as perspetivas de investimento nacional e estrangeiro são agora animadoras.

 

"Notamos com satisfação que a nossa economia está a reerguer-se. Depois de enfrentarmos, nos últimos dois anos, situações macroeconómicas desafiantes, podemos afirmar que a nossa economia está de volta ao caminho do crescimento", afirmou Filipe Nyusi numa declaração que leu aos jornalistas na Praça dos Heróis, em Maputo, por ocasião do dia da independência nacional.

Na declaração, que não teve direito a perguntas, o chefe de Estado moçambicano frisou que o Produto Interno Bruto (PIB) vai atingir 5,5% este ano, face a 3,8% em 2016.

A inflação, continuou, regista uma tendência decrescente, tendo alcançado 21,7% no primeiro trimestre contra 25,7% em todo o ano passado.

"O metical tem vindo a melhorar, de 80 meticais o dólar em 2016, para os atuais 60 meticais o dólar", comparou o chefe de Estado moçambicano.

Filipe Nyusi adiantou que as reservas internacionais líquidas de Moçambique totalizam cerca de dois mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros) e permitem suportar 5,4 meses de importações de bens essenciais, contra 1,8 mil milhões de dólares (1,6 mil milhões de euros) para 3,6 meses de importações em 2016.

"As nossas perspetivas macroeconómicas de investimento produtivo nacional e estrangeiro continuam fortes e firmes emitindo sinais bastante encorajadores", acrescentou Filipe Nyusi.

A economia moçambicana registou no ano passado o crescimento mais baixo das últimas décadas, devido à combinação de fatores como a queda do preço das matérias-primas, redução do investimento direto estrangeiro, calamidades naturais, desvalorização da moeda e aumento exponencial da dívida pública.

A espiral da dívida pública foi exacerbada pela descoberta de empréstimos secretamente avalizados pelo anterior Governo moçambicano, entre 2013 e 2014, superiores a dois mil milhões de dólares.

A descoberta das chamadas dívidas ocultas, em abril do ano passado, levou as instituições financeiras e os principais doadores internacionais a suspenderem a ajuda ao país, agudizando a crise económica e financeira.

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