Duas mulheres acusadas de roubar cheques começam a ser julgadas em Ponta Delgada

Duas mulheres acusadas de roubar cheques começam a ser julgadas em Ponta Delgada

 

Lusa/AO Online   Regional   20 de Nov de 2014, 06:54

O Tribunal de Ponta Delgada começa esta quinta-feira a julgar duas mulheres, ambas toxicodependentes, acusadas de roubarem vários cheques, incluindo na igreja de São José, na mesma cidade, num valor que ascende a mais de seis mil euros.

 

Este caso passou-se entre outubro e dezembro de 2010 e as duas mulheres, "ambas toxicodependentes de heroína", são acusadas de terem cometido, em coautoria material, vários crimes de furto qualificado, subtração de documento, de falsificação de documento, burla e extorsão na forma tentada.

De acordo com a acusação, a que a Lusa teve acesso, a primeira situação ocorreu em outubro de 2010, quando as duas mulheres, a pretexto de irem à casa de banho, “apoderaram-se” de "quatro impressos de cheques" do morador de uma residência em Ponta Delgada e “combinaram de seguida preencherem e assinarem aqueles cheques e utilizarem as respetivas quantias em seu proveito e benefício”.

Uma outra situação refere-se à “noite de 10 para 11 de outubro de 2010”, quando as arguidas entraram na igreja de S. José, no Campo de S. Francisco, em Ponta Delgada, "utilizando uma chave obtida de forma não apurada”, mas “sem autorização do pároco estroncaram a porta que dá acesso à zona administrativa e abriram o cofre, utilizando o código, e apoderaram-se de 660 euros em dinheiro”.

"Na noite de 17 para 18 de outubro de 2010, novamente as duas mulheres entraram na igreja de S. José, da mesma forma, fazendo uso de uma chave que não estavam autorizadas a possuir, e desta vez apoderaram-se de mais de 200 euros e de um número indeterminado" de cheques pertencentes "a contas tituladas pela Fábrica da Igreja Paroquial de São José" tendo ainda levado “um cheque já emitido” no “valor de 400 euros”.

De acordo com a acusação, "as arguidas combinaram preencher e assinar os cheques com o nome do pároco e utilizarem as quantias em seu próprio proveito e benefício".

Mas, e segundo a acusação, a "18 de outubro, uma das arguidas tentou trocar, numa bomba de gasolina, mais um cheque da Fábrica da Igreja de S. José, no qual ambas tinham colocado a quantia de 300 euros e uma imitação da assinatura do pároco", mas não o conseguiram, porque, entretanto, chegou ao local "o próprio pároco, que de imediato reconheceu o cheque".

Os cheques, nos quais chegaram a colocar "a assinatura imitada do pároco", eram descontados em estabelecimentos, depositados ou utilizados para compras em vários estabelecimentos.

As arguidas são também acusadas de retirarem "várias cartas" de caixas de correio com códigos de cartão de multibanco, chegando mesmo, numa situação, a efetuarem "a compra de droga" com "o dinheiro" de um levantamento.

As duas mulheres são também acusadas de roubo de cheques em viaturas, a pretexto de boleias que pediram.


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