Dissolução do parlamento britânico marca início da campanha para eleições legislativas

Dissolução do parlamento britânico marca início da campanha para eleições legislativas

 

Lusa/AO Online   Internacional   30 de Mar de 2015, 07:34

A campanha para as eleições legislativas britânicas de 07 de maio, consideradas as mais renhidas das últimas décadas, começa oficialmente hoje com a dissolução formal do Parlamento.

A Câmara dos Comuns encerrou os trabalhos na quinta-feira, mas a dissolução que marca o início do processo eleitoral só acontece 25 dias úteis antes do escrutínio.

A imigração, a recuperação económica, o sistema de saúde britânico ou as relações com a União Europeia são alguns dos temas mais controversos da agenda política britânica, e que deverão dominar as próximas cinco semanas.

O líder do partido Trabalhista, Ed Miliband, promete "fazer melhor" do que o governo anterior, nomeadamente de investir mais nos serviços de saúde públicos e promover a melhoria das condições de vida dos trabalhadores de classe média e baixa britânicos, ao mesmo tempo que quer controlar a imigração.

O primeiro-ministro e líder do partido Conservador, David Cameron, faz campanha para completar o trabalho feito nos últimos cinco anos a "dar a volta à economia do país", que o governo estima que irá crescer 2,5% em 2015, mais do que as principais economias ocidentais.

Além de uma corrida renhida entre os dois principais partidos britânicos, estas eleições caracterizam-se por uma fragmentação das intenções de voto que poderá resultar na necessidade de uma coligação ou aliança eleitoral para amparar um governo minoritário.

À direita, o Partido para a Independência (UKIP) seduz os eleitores dos conservadores ("tories") com o discurso eurocético e anti-imigração, enquanto que, à esquerda, os nacionalistas do SNP poderão, segundo as sondagens, "roubar" o lugar de um grande número de deputados trabalhistas na Escócia.

Menos influentes, mas potencialmente importantes num cenário de maioria relativa são os Liberais Democratas, cuja popularidade decresceu após a participação no governo de coligação com o partido Conservador, e o partido Verde, que nas eleições anteriores só elegeu um deputado.


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