Diretora-geral de Saúde confirma 18 casos e admite que venham a aumentar


 

Lusa/AO online   Nacional   4 de Nov de 2017, 18:42

A diretora-geral de Saúde confirmou a existência de 18 casos de doença dos legionários, detetados no Hospital de São Francisco Xavier em Lisboa, desde o dia 31 de outubro.


Graça Freitas admitiu, em conferência de imprensa realizada no hospital, que este número pode aumentar, tendo em conta o período de incubação de dez dias da doença e o facto de as medidas de contenção terem sido tomadas depois de conhecidos os primeiros casos.

De acordo com a diretora-geral de Saúde, existem 18 casos diagnosticados, estando internadas no São Francisco Xavier 16 pessoas infetadas com a bactéria 'Legionella', duas delas na unidade de cuidados intensivos, uma outra numa unidade privada de saúde e outra ainda teve alta em 31 de outubro.

Todos os pacientes têm idades entre os 70 e os 80 anos, de acordo com a DGS, à exceção de um funcionário do Hospital de São Francisco Xavier, com 44 anos, que tem patologias respiratórias associadas.

A Direção-Geral de Saúde (DGS) publicou, ao final do dia de sexta-feira, um comunicado no qual afirmava terem sido diagnosticados oito casos de doença dos legionários no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental – Hospital S. Francisco Xavier.

“Na sequência da investigação epidemiológica, de forma a avaliar a situação, recolheram-se amostras em vários pontos dos circuitos de água do Hospital de São Francisco Xavier. Estas amostras foram analisadas no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e revelaram a presença de 'Legionella'. Pelo princípio da precaução foram tomadas as medidas adequadas para interromper a possível fonte de transmissão".

Hoje à tarde, um novo comunicado da DGS elevava para 15 o número de casos, "na sua maioria, idosos com fatores de risco associados”.

No mesmo comunicado, a DGS informava que, “de forma a facilitar a implementação das medidas de controlo, o INEM irá redirecionar temporariamente para outras instituições hospitalares os doentes mais graves que se destinariam ao Serviço de Urgência do Hospital de São Francisco Xavier, que se irá manter aberto para os restantes doentes”.

A DGS, no seu comunicado, sublinha que “a doença se transmite através da inalação de aerossóis contaminados com a bactéria e não através da ingestão de água. A infeção, apesar de poder ser grave, tem tratamento efetivo”.




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