Diretora da RTP/Açores garante diagnóstico sobre centro regional em seis meses


 

Lusa/AO online   Regional   1 de Abr de 2015, 17:31

A diretora da RTP/Açores garantiu que o prazo de seis meses é "adequado" para um diagnóstico da situação da televisão e rádio públicas na região e encontrar soluções para as principais carências de instalações e modernização tecnológica.

 

"Estamos a fazer o diagnóstico, há um plano de ação conduzido pelo conselho de administração [da RTP] em Lisboa e depois será o próprio conselho de administração a dar as informações finais. Neste momento, a prioridade está no diagnóstico e encontrar soluções relativamente à modernização tecnológica, porque estamos a trabalhar com manifestas más condições e também relativamente às instalações", disse Maria do Carmo Figueiredo.

A diretora do Centro Regional dos Açores da RTP falava aos jornalistas após uma audição na Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho da Assembleia Legislativa dos Açores.

Maria do Carmo Figueiredo disse que seis meses "é um período de diagnóstico e definição do plano de ação, um trabalho que se vai desenrolar por fases" admitindo a urgência de medidas em termos de "instalações e renovação tecnológica" e também resolver "os problemas" em termos de recursos humanos, indicando, por exemplo, que no caso da RTP/Açores os trabalhadores "são muito polivalentes", já que a rádio "tem mantido uma estabilidade".

Segundo Maria do Carmo Figueiredo, o Faial e Terceira são "as instalações mais degradadas", a que se segue Ponta Delgada.

No caso do Faial e Terceira da RTP, a responsável explicou, aos deputados, que estão a ser equacionadas "colaborações" com as autarquias tendo em vista uma eventual cedência de instalações.

Quanto à RTP em Ponta Delgada, a solução "está a ser analisada", embora tenha admitido ser "muito difícil" a construção de um edificio de raiz.

"Não quero fechar a porta, como é evidente, porque a decisão final não é minha, mas sei as dificuldades com que vive a RTP. Neste momento, a RTP nacional vive exclusivamente da contribuição do audiovisual e das receitas comerciais, não tem qualquer indemnização compensatória do Estado", referiu, aos jornalistas.

Maria do Carmo Figueiredo sustentou ainda que "a preocupação é ter uma emissão de rádio e televisão em São Miguel, com o polo da Terceira e o polo do Faial e com informação de todas" as ilhas, frisando que só tem sentido uma emissão regional que reflita a realidade das nove ilhas dos Açores.

A rádio e a televisão públicas têm atualmente nos Açores 125 trabalhadores, distribuídos por Ponta Delgada (100); An,gra do Heroísmo, onde se inclui a multimédia (16); e Horta (09), uma delegação que, segundo Maria do Carmo Figueiredo disse aos deputados, tem sofrido "uma redução muito grande" em termos de meios humanos.

Maria do Carmo Figueiredo, que foi nomeada para este cargo por seis meses, disse ainda, em sede de comissão, que o valor da grelha para 2015 está atualmente em cerca de um milhão de euros.

Nas declarações aos jornalistas, explicou ainda que, "ao contrário da RTP/Madeira, a RTP/Açores não conseguiu adaptar a sua grelha de emissão para colocar a sua emissão no cabo", mas vai "entrar tão breve quanto possível".

O presidente da Comissão de Assuntos Parlamentares, o socialista Francisco Coelho, disse que os deputados constataram por parte da diretora da RTP "uma preocupação genuína" e "conhecedora" das "verdadeiras urgências do centro regional da RTP", designadamente ao nível das "instalações, equipamentos e também, necessariamente, ao nível do pessoal".

"Saudamos o seu empenho, concordamos na generalidade com o essencial do seu diagnóstico e estamos agora esperançados que face a esta consciência aguda, quer por parte do conselho de administração, quer por parte da senhora diretora, sejam rapidamente tomadas medidas que minorem a situação grave ao nível infraestrutural e técnico que o centro regional enferma e que, de algum modo, até põem em causa a sua funcionalidade e o cumprimento da sua missão", disse, em declarações aos jornalistas.

O deputado disse ainda que provavelmente em finais de maio o conselho geral independente da RTP desloca-se aos Açores, estando prevista uma reunião com a comissão parlamentar e uma visita às instalações de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta da RTP/Açores.


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