Diocese "satisfeita" com classificação da imagem do Santo Cristo

Diocese "satisfeita" com classificação da imagem do Santo Cristo

 

Lusa/AO online   Regional   15 de Jan de 2015, 14:14

A Diocese de Angra está "satisfeita" com a aprovação, por unanimidade, da classificação da imagem do Senhor Santo Cristo e dos seus cinco dons como tesouro regional, um processo que poderá ser "o início de outros".

 

A Diocese “só pode estar satisfeita por ter sido possível a convergência de vontades de todos os quadrantes no sentido do reconhecimento e valorização da importância deste culto”, afirmou o porta-voz, o padre Hélder Fonseca Mendes, citado numa nota do portal da Igreja dos Açores.

O parlamento dos Açores aprovou na quarta-feira, por unanimidade, a classificação da imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres e de mais cinco peças associadas ao culto como “tesouro regional”.

Guardada no coro baixo do Convento da Esperança, em Ponta Delgada, está a imagem do “Ecce Homo”, que se estima remontar aos séculos XVI ou XVII, assim como o cetro, a corda, a coroa, o relicário e o resplendor, peças propriedade da Diocese.

As festas anuais em honra do Santo Cristo dos Milagres, nos Açores, são também consideradas uma das maiores manifestações religiosas do país. Por outro lado, este culto origina grandes manifestações nas comunidades de açorianos emigrados na América do Norte.

O diploma aprovado justifica a classificação com o "valor especialmente simbólico para a região" destas peças, vincando o seu "inequívoco valor regional".

“A unanimidade na casa mais importante da autonomia espelha bem a sintonia de posições na esfera política que só pode satisfazer-nos”, referiu o padre Hélder Fonseca Mendes, acrescentando que esta classificação poderá ser “o início de outros processos”, dado que “nas diferentes ilhas há outros bens móveis que podem ser classificados”.

“Continuaremos a trabalhar para prosseguir esta classificação sempre que ela for suscitada”, indicou.

Até agora só o Arcano Místico, na Ribeira Grande, e a Coleção particular de Francisco Ernesto Martins estavam classificados como peças de interesse regional.

O porta-voz, que é também vigário geral da Diocese de Angra, recordou que paralelamente a este processo agora concluído decorreu outro, de natureza administrativa, depois de a Diocese ter solicitado ao Governo Regional a classificação do tesouro do Senhor Santo Cristo.

“Julgo que foi um processo correto e em nada afetou o que estava em curso na Assembleia Legislativa dos Açores, bem pelo contrário”, disse o padre Hélder Fonseca Mendes.

A proposta da Diocese, precisou, “fundamentava-se num inventário que tinha sido concluído e a sua pretensão estava bem fundamentada do ponto de vista científico”, o que “veio a tornar-se útil para a própria Assembleia Regional, que acabou por melhorar o seu texto com base no parecer da Comissão dos Bens Culturais da Igreja”.

Com a classificação como “tesouro regional”, a exportação e/ou expedição dos bens (termos usados na legislação) fica sujeita a uma resolução do Conselho do Governo dos Açores.

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