Despedimento coletivo é "terrorismo psicológico"

Despedimento coletivo é "terrorismo psicológico"

 

Lusa/AO Online   Economia   24 de Mai de 2016, 08:42

O presidente do Sindicato dos Estivadores classificou hoje de "terrorismo psicológico" e "atentado ao Estado de direito" o anúncio de um despedimento coletivo e a presença da PSP no Porto de Lisboa, para acompanhar retirada de contentores retidos.

 

António Mariano reagia assim, em declarações hoje à agência Lusa, ao anúncio pelos operadores do Porto de Lisboa de que vão avançar com um despedimento coletivo por redução de atividade, e à presença de uma equipa da PSP esta manhã na zona De Alcântara, numa medida de prevenção para a retirada de contentores retidos há cerca de um mês, quando começou a greve dos estivadores.

“Temos aqui o terminal de Alcântara rodeado de Polícia de Intervenção a colocar dentro do terminal fura greves, trabalhadores dessa empresa [Porlis], sem que os estivadores tivessem sido colocados, pois não foram pedidos serviços mínimos para aqui”, declarou.

Segundo António Mariano, já não é só o direito à greve que está em causa, mas o “estado de direito”.

“A partir de hoje, não é só o direito à greve que está em causa, mas o Estado de direito. Numa situação de greve, chega-se com a Policia de Intervenção, viola-se o direito à greve e retira-se daqui os matérias que nós não movimentamos porque não estão cobertos pelos serviços mínimos”, sublinhou António Mariano.

 


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