Deputado do PPM insiste na construção de uma cantina na escola do Corvo

Deputado do PPM insiste na construção de uma cantina na escola do Corvo

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   23 de Fev de 2017, 15:35

O deputado único do Partido Popular Monárquico no parlamento dos Açores, Paulo Estêvão, insistiu na construção de uma cantina na escola Mouzinho da Silveira, na ilha do Corvo.

 

"Nos Açores, todas as escolas do sistema educativo regional contam com refeitórios escolares, com exceção da escola do Corvo", declarou Paulo Estêvão, salientando que existem 22 "alunos carenciados" naquele estabelecimento de ensino que integram o 1.º e 2.º escalões da Ação Social Escolar.

O parlamentar falava aos jornalistas em conferência de imprensa na sede da Assembleia Legislativa Regional, na Horta, ilha do Faial, na qual lamentou que a escola da ilha mais pequena do arquipélago seja a única a não dispor de uma cantina para servir refeições aos alunos.

Segundo Paulo Estêvão, alguns dos estudantes "não chegam a fazer uma refeição quente por dia", alimentando-se, muitas vezes, com uma simples sandes no bar da escola Mouzinho da Silveira, onde estão matriculados 55 alunos.

"Por que razão os 55 alunos da ilha do Corvo não podem beneficiar de uma cantina escolar e dos apoios concedidos a todas as outras crianças e jovens açorianos?", questionou o deputado do PPM, considerando não fazer sentido manter esta "discriminação abjeta" aos alunos corvinos.

Paulo Estêvão garantiu ter já denunciado pessoalmente esta situação junto do presidente do Governo dos Açores e do secretário regional da Educação e Cultura, criticando a ausência da construção do refeitório na proposta de Plano para 2017 do executivo.

"Algumas crianças e jovens corvinos aguardam todos os dias que a consciência do Governo [Regional] socialista desperte", adiantou Paulo Estêvão, destacando que estas famílias e estas crianças "não clamarão por este apoio", por uma questão de "recato e vergonha", mas necessitam dele.

O deputado do PPM assegurou ainda que tudo fará para tentar resolver esta questão e comprometeu-se, "se preciso for, a pressionar, todos os dias, o Governo" açoriano nesse sentido.

Entre alunos, professores e auxiliares, a escola Mouzinho da Silveira conta com 80 pessoas e é a única no concelho, habitado por cerca de 400 pessoas.

A Lusa procurou obter uma reação da Secretaria Regional da Educação e Cultura que fez saber não haver, para já, qualquer comentário sobre este assunto.


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