Cristas anuncia proposta para manter 0,75 de redução da TSU e acusa Costa de mentir

Cristas anuncia proposta para manter 0,75 de redução da TSU e acusa Costa de mentir

 

Lusa/Açoriano Oriental   Nacional   17 de Jan de 2017, 17:01

A líder do CDS-PP acusou o primeiro-ministro de mentir sobre a assinatura do acordo de concertação social e anunciou uma proposta para prolongar a redução da TSU dos empregadores em 0,75 pontos percentuais, exclusivamente financiada pelo Orçamento.

"Faremos certamente uma medida de prolongamento dos 0,75 [de redução da Taxa Social Única paga pelos empregadores] que já existiam e que existem até ao final deste mês, porém, totalmente suportados pelo Orçamento do Estado", anunciou Assunção Cristas.

No debate quinzenal no parlamento, a líder do CDS afirmou que o acordo de concertação social não está assinado, ao contrário do que disse o primeiro-ministro, António Costa: "O senhor acabou de mentir a esta câmara, o senhor mentiu. Começamos por ficar habituados, o senhor mente sempre que aqui vem e acabou de mentir objetivamente. O acordo não está ainda assinado".

Assunção Cristas reuniu hoje de manhã com a UGT e a CAP e fez referência a estes encontros com os parceiros sociais depois de perguntar a António Costa se o acordo estava assinado ou não.

O chefe do executivo respondeu inicialmente à pergunta sobre se o acordo estava assinado e não voltou ao tema após a líder do CDS o acusar de mentir: "Ficou combinado que não ia haver nenhuma cerimónia, que o documento circularia e que todos assinaríamos e está assinado".

Assunção Cristas disse que "o CDS votou contra uma medida deste tipo em 2016" porque "é contra uma descida da TSU com base no financiamento da Segurança Social" mas frisou que o partido " não contribuirá, como o Governo quer, para desvalorizar a concertação social".

"Se o senhor não está preocupado em reequilibrar este acordo, que está ferido ainda antes de ser assinado, e isso fica como sua maior vergonha, eu posso-lhe garantir que, no CDS, apresentaremos propostas nesta câmara - que estou para ver como o PS vai votar -, para garantir que, pelo menos, alguma coisa de reequilíbrio é garantida para as IPSS [Instituições Particulares de Solidariedade Social], para as PME [Pequenas e Médias Empresas], que têm de suportar estes custos de aumento do salário mínimo", sustentou.

Assunção Cristas acusou ainda o primeiro-ministro de estabelecer um "acordo de primeira e outro de segunda" e de não ter uma "maioria para governar".

"Tem uma maioria intermitente, que está quando lhe apetece e desaparece quando lhe apetece. O senhor rigorosamente perdeu eleições, com 33%, ainda não se habitou que para fazer passar as suas propostas convém perceber antecipadamente que apoio tem para elas", disse.

"O que se mostra é que o senhor não tem uma maioria estável, não tem uma maioria credível, não tem uma maioria duradoura. E vamos assistir a mais episódios destes, porque o senhor primeiro-ministro rigorosamente não tem condições para estar aí", acusou Assunção Cristas.


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