Política

Crise governativa seria "o pior para Portugal"

Crise governativa seria "o pior para Portugal"

 

Lusa/AO online   Regional   27 de Set de 2010, 18:00

O ex-presidente da Assembleia da República Mota Amaral considerou esta segunda-feira que “o pior que podia acontecer a Portugal neste momento seria uma crise governativa”, mas garantiu apoio às exigências do PSD sobre o Orçamento de Estado para 2010.
Numa conferência de imprensa em Ponta Delgada, Mota Amaral sublinhou caber ao PS, enquanto partido do Governo, o dever de “apresentar soluções para os problemas nacionais”, não lhe assistindo o direito de pedir à oposição, nomeadamente aos sociais-democratas, que aprovem “as suas opções”.

Além de criticar a “atitude irresponsável do Governo” de avançar com “ameaças de demissão que poderiam lançar o país na bancarrota e no caos” a propósito do OE do próximo ano, o antigo presidente do Executivo açoriano desafiou os socialistas a negociarem com o Bloco de Esquerda e com o PCP.

“Se são tão lestos a associarem-se ao BE em questões tão fracturantes, estão deviam também associar-se com eles nas questões económicas e financeiras”, afirmou Mota Amaral.

“O PSD já aprovou o PEC II, que é suficiente para resolver os problemas”, acrescentou o deputado social-democrata açoriano na Assembleia da República, contestando as “ameaças” do Governo de “mais cortes drásticos nas políticas sociais” e de “novos aumentos de impostos”.

Num balanço ao trabalho desenvolvido pelos dois deputados do PSD/Açores no Parlamento, Mota Amaral criticou a “insuficiência” das respostas do Governo às questões colocadas, destacando pela negativa o Ministério das Finanças.

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